Arquivo -18/06/2015

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Reféns do Livro

Reféns do Livro

Anna sempre me questionou: Por que insistir em uma leitura na qual você não está se agarrando? A vida é curta demais para se perder com histórias que não mexem com o seu emocional. Ao longo da minha pequena trajetória literária, me deparei apenas com poucas histórias as quais decidi abandonar sem descobrir o seu desfecho, e afirmo: o sentimento não é bom. Apesar da narrativa arrastada, personagens chatos e diálogos monótonos, sempre insisti na leitura por acreditar na melhora do relato e por esperar de toda a história uma lição de moral ou uma ideia que o autor deseja nos apresentar. Ao abandonar antes dos agradecimentos finais é como se falasse ao autor: “Meu querido (a), você não serve para escrever“; mas, quem sou eu na fila do pão para direcionar tal afirmação para alguém? Pode parecer contraditório da minha parte pois, afinal, escrevo resenhas, aponto elementos os quais o autor pode e deve melhorar para suas próximas narrativas, mas nunca digo que o mesmo deva abandonar esta carreira, pois foi necessário coragem e fé para trilhar este caminho. A primeira vez em que abandonei uma história foi aos meus 13 anos, onde comecei a ler um autor angolano e apesar dos avisos da bibliotecária sobre ser um tema avançado para minha idade, acabei insistindo na leitura e por fim abandonei, até hoje não me lembro do que se tratava o livro, mas me recordo perfeitamente da pergunta da funcionária ao perceber a página em que parei e eu lhe responder: Eu não entendo. E[…]

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