A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista

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A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista foi uma grata e encantadora surpresa.

Durante o encontro, realizado pela editora Galera Record aqui no Rio de Janeiro, para os blogueiros, nós fomos presenteados com esse livro maravilhoso. Confesso que a premissa me chamou de cara a atenção… gosto de romances fofos e jovens. Mas, não sabia que ia me apaixonar tanto pela história escrita pela autora americana Jennifer E. Smith.

Quatro minutos mudaram a vida de Hadley. Quatro minutos tornaram uma viagem indesejada em algo diferente, um divisor de águas na vida da menina e de sua família. Hadley não queria ir ao casamento do pai, não queria ter que, na verdade, encarar que sua família se desfizera. O que é bem comum… principalmente nos dias de hoje, onde os divórcios se tornaram “normais“.

Portanto, não achei as atitudes dela, uma menina de dezessete anos, absurdas. Sim, ela faz de tudo para se atrasar, ainda que inconscientemente. Ela fica com medo da reação do pai – e da mãe – ao contar que perdera o avião. Achei bem legal o apoio que a mãe deu à filha para que a mesma fosse ao casamento. Não é muito comum. Posso dizer por experiência própria que nem sempre isso acontece.

“Uma pessoa contou certa vez que há uma fórmula para o tempo que se leva para esquecer alguém: é a metade do tempo que ficaram juntos. Hadley tem lá suas dúvidas sobre essa teoria, um cálculo tão simples para uma coisa tão complicada quanto um coração partido.”

No entanto, como Hadley consegue um voo que vai para Londres algumas horas mais tarde, todos ficam “tranquilos”. Menos a menina, que não consegue acreditar que está no aeroporto, se preparando para ver o pai formar uma nova família, em um lugar completamente diferente e distante. Sua agitação fica bem visível e chama a atenção de Oliver, um estudante londrino, que aparentemente também está indo para uma festa de sua família…

Quando tem que ser, não há coisa que possa acontecer para mudar o destino. Oliver e Hadley acabam viajando juntos, lado a lado, e desenvolvem uma amizade que, ainda que nova, já mostra que é sincera e pura. É claro que eles descobrem muito além da amizade… o que torna o livro ainda mais fofo. Eles se dão bem de cara. Têm os mesmos gostos. Os mesmos “problemas“. E se tornam um para o outro, em uma noite, o alicerce que ambos necessitam.

Devo confessar que me apaixonei por Oliver também. Acredito que ele seja a personagem mais bem escrita e descrita. Ele é tudo o que precisamos em um amigo. Mas, o que mais me chamou a atenção nele foi sua personalidade humilde e companheira. Ele nem conhecia Hadley e já estava lá, servindo de ombro amigo, tentando fazê-la esquecer a dor que aquela viagem causava, tentando ajudá-la a superar e enxergar os pontos positivos daquela situação. Ele é um servidor desde o início. Ele ama sem pedir em retorno. *lindo demais, né?! rsrs*

” – Não sou, não. Tipo, só conversei com ele durante algumas horas. É ridículo. Não faz sentido.
O pai sorri e depois ajeita a gravata-borboleta torta.
  – É assim que essas coisas acontecem, filha – diz ele. – O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo.”

Ah! Ainda que tentemos odiar o pai da Hadley e, consequentemente, Charlotte, sua nova esposa, é impossível. Pelo menos, para mim, foi. Ele errou, a mãe de Hadley errou também. Mas, quem não erra? E, honestamente, se o casamento não está funcionando, antes que o respeito acabe, melhor terminar. *isso serve para qualquer relacionamento*

Hadley amadurece bastante ao longo do livro – apesar de o mesmo se passar em apenas 24 horas! Aliás, esse foi o ponto alto do livro de Jennifer: as emoções, os sentimentos da menina são reais, são palpáveis demais. Impossível não se imaginar na pele dela ou, até mesmo, se reconhecer. Smith acertou em cheio ao fazer de Hadley uma garota com a qual somos capazes de nos conectar, fazendo com que torçamos por ela e por suas escolhas.

O desdobramento da relação de Hadley com seu pai foi outra coisa que fez este livro realmente valer a pena. Eu adoro quando as personagens crescem e se desenvolvem nos livros. Quando elas percebem que, ainda que a vida não seja um mar de rosas ou uma fotografia perfeita, há mil e uma razões maravilhosas para se viver, para se ter esperanças, para se perdoar a si e aos outros.

Jennifer conseguiu construir muito mais do que uma história sobre amor. Ela conseguiu, através do perfeito desenvolvimento de suas personagens, nos falar sobre família, amizade, respeito, confiança, perdão e esperança.

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista merece ser lido por todos a fim de que nos lembremos qual o verdadeiro sentido da vida: amar e ser amado… simplesmente.

Um conto de fadas moderno? Talvez. Um romance inspirador? Com certeza.

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