A Promessa da Rosa

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A Promessa da Rosa poderia ser mais um livro do gênero romance de época, como muitos por aí, mas não se engane! Sabem por quê? Porque temos a super talentosa Babi A. Sette como escritora. E com selo brasileiro é ainda melhor! <3

Antes de conhecer a Babi na Bienal do Rio de Janeiro, em 2015, já me interessava por seus livros. Depois de conhecê-la então, admiração é pouco para expressar. Babi é uma pessoa simples, conversou com cada leitor no stand da Editora Novo Século, autografou meu outro livro (Entre o amor e o silêncio) com lindas palavras e quando eu a perguntei algo que me levasse a ler o livro que estava autografando, ela ainda conversou comigo toda empolgada! Resumindo: Babi é uma princesa!

Romances de época me encantam desde que eu era menina (tem tempo rs) e A Promessa da Rosa, além de ser muito bem escrito, tem uma história fantástica com uma trama que te envolve do início ao fim. Kathelyn Stanwell está começando sua temporada de eventos sociais, é linda, filha do conde de Clifford, possui um ótimo dote, tem a irmã caçula, Lilian, como melhor amiga, tem uma preceptora muito rígida, a sra. Taylor, adora ler e possui grande conhecimento sobre história grega e está a frente do seu tempo, o que nunca era aceito para uma mulher. :/ Kathe também ama rosas, em especial, as vermelhas. Em um baile, seus caminhos se cruzam com o misterioso Arthur Harold, duque de Belmont, belo, com grande experiência de sua vida e de suas viagens e a química entre os dois é instantânea.

O duque de Belmont pede Kathelyn em casamento sem seu consentimento, pois na época bastava que o acerto fosse feito com o pai da moça. A mulher era propriedade do marido e Kathelyn não queria se casar por obrigação, queria mais do que isso. Mas os acertos foram selados e Arthur e Kathe são vistos juntos com mais frequência. Até aí estaria perfeito se Florence, prima de Kathe, não nutrisse uma profunda inveja da prima e Rafael, também primo, não ocultasse uma paixão desde que os dois eram crianças.

Arthur passa a impor sua presença frequentemente e tirando toda esperança que qualquer outro cavalheiro pudesse ter por Kathe. Até que um dia o grande pedido é feito:

Sem entender direito olhou para o duque que olhava apenas para ela. Como se não houvesse rainha, ou música, nem voo das notas ou anjos curiosos no teto. Ele foi ao seu ouvido.

– Kathelyn, você me daria a honra de ser minha duquesa?

Tudo ficou quieto.

Ele sorria parecendo um pouco inseguro.

Estava nervoso?

Ela não respondeu. Venceu a distância da cadeira e atirou-se na boca dele. Beijou-o, afinal, não havia mais ninguém.

Os encontros do casal são muito bem descritos por Babi, aliás, os dois juntos são maravilhosos, mas a vida estava perfeita demais. Após um grande mal entendido causado pela prima Florence, Arthur rompe o noivado publicamente e sai da cidade. Kathe refaz sua vida, mas nada se torna como antes. Ela não é mais a menina inocente que o duque conheceu.

Bom, foi muito angustiante ver a separação dos dois. Brinquei até aqui com a equipe do Drafts para a Nica fazer um vídeo com dicas para leitores que sofrem com os personagens. (risos) E eu sofri muito :’(

Mas valeu a pena, pois Babi é de uma sensibilidade ímpar. O reencontro dos dois é bem divertido, assim como era quando eram noivos, mas havia uma profunda mágoa que Kathe sentia. E sua entrega não é tão fácil assim.

O livro tem as mudanças de tempo e marca os caminhos que os dois tomaram após o rompimento do noivado. Arthur se empenha em trabalhar e consegue aumentar sua fortuna com os investimentos que realiza dentro e fora da Inglaterra. E Kathe segue com sua vida longe da família e sempre acompanhada por sua fiel preceptora. Nesta outra fase, vemos personagens bem amadurecidos, mas com grandes feridas que precisam ser curadas. Somente após muito tempo, Kathe retoma o contato com a família e mantém a irmã informada do que fez durante o período que passaram distantes.

Kathelyn achava incrível a maneira como as pessoas funcionavam.

Conte uma boa história, atraente, singular. Dê a elas algo o que falar e um retrato onde apoiar tal história. Pronto. Você tem uma imagem construída.

Essa imagem se é mais interessante que a real, oblitera a verdade e ganha vida através dos que acreditam nela.

Kathelyn era a prova viva disso.

Sabe quando você tem coisas mal resolvidas com o passado? Parece que sempre falta algo por mais que você siga em frente? Pois é, Arthur e Kathe tinham muito disso. Havia muitas coisas a serem ditas e até isso acontecer eu sofri, gente! Porque esses dois só tinham uma opção para mim: ficarem juntos, claro! E a cada desencontro, a mágoa que Kathelyn sentia por Arthur, pela família e pela vida eu torcia pelo contrário, torcia para que tudo se resolvesse.

– Kathelyn.

Ela demorou algum tempo para se mover.

Parecia pensar o que devia fazer.

Então, ela se virou. Todo o jardim se desfez diante daquela imagem.

Ela sorriu para mim.

O livro me arrancou lágrimas porque Babi A. Sette nos brinda com uma linda história nada água com açúcar em que a busca pelo amor é o ponto alto dessa bela narrativa. Para quem gosta do gênero de época, A Promessa da Rosa, para mim, é um dos melhores livros que li. Você vai se apaixonar pela escrita da Babi e por essa mente tão criativa e incansável, que já planeja a continuação falando da irmã de Kathe, Lilian Stanwell. Aliás, a personagem dela é tão instigante quanto a de sua irmã e estou ansiosa para conhecê-la melhor.

Babi, obrigada por ser quem é. <3

2 Answers

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