A Seleção

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A Seleção - Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

A Seleção (The Selection) é o primeiro volume da série criada pela autora americana Kiera Cass, publicado aqui no Brasil pela Editora Seguinte – novo selo jovem da Editora Companhia das Letras. Antes mesmo de o livro ser lançado aqui, eu já namorava essa capa. A Editora Seguinte manteve a original, a americana, e eu não poderia ficar mais feliz quando vi isso, pois considero uma das mais bonitas – sim, é simples, mas eu gosto do simples!

Nesse primeiro livro, conhecemos as 35 candidatas à Princesa de Illéa, um novo território criado após a derrota dos EUA na última Guerra Mundial, que passou a adotar o sistema de castas para compor a nova sociedade – cada família é nomeada de acordo com suas habilidades e condições financeiras. America Singer é da casta cinco, composta por artistas, ela é uma excelente música e cantora.

Algumas regras existem para que a ordem seja mantida na nova sociedade. No entanto, America é uma jovem diferente e que ainda acredita que o amor é capaz de superar essas diferenças. Burlando as regras de que castas inferiores não podem se envolver com as superiores, Meri se envolve com Aspen, da casta 6. Ela sempre fora apaixonada por ele, até o dia em que Aspen repara na menina e acaba se apaixonando por ela também.

Mas o amor deles é impossível e as diferenças sociais começam a pesar quando America tem a oportunidade de se inscrever para A Seleção – que visa escolher a futura Princesa de Illéa e esposa do Príncipe Maxon. Meri se mostra relutante, mas no fundo ela sabe que se passar na primeira seleção e ficar entre as 35 candidatas do que parece mais um Big Brother Real, sua família subirá de casta (dependendo do tempo que ela permanecer no castelo) e terá um pouco mais de conforto. Dúvida cruel, né?

Então, como eu falei, as divergências sociais e econômicas falam mais alto e Aspen termina o namoro (escondido) deles. Passam-se alguns dias e nossa candidata é uma das selecionadas! Feliz por um lado, mas triste por outro, America vai para o castelo e descobre que as aparências enganam, que uma nova rebelião não está tão longe como a TV transmite e que ela pode sim ser feliz sem Aspen.

Kiera Cass escreveu um romance com pinceladas de distopia. O foco de A Seleção não é tratar da relação entre o povo e o controle / governo. A autora nos dá o panorama da nova sociedade, suas divisões e sub-divisões, e nos presenteia com algumas cenas de batalha, mas a atenção maior da trama está voltada para o romance entre America e Aspen, bem como a relação de amizade e confiança que se constrói entre America e Maxon durante a seleção.

Acredito que a grande sacada da autora foi essa. Não se repetir. Não escrever sobre as mesmas coisas que os demais romances distópicos. Ela utilizou sim ingredientes desse gênero literário, mas foi muito mais além. Cass consegue nos conquistar com America, uma jovem de personalidade forte, inteligente, objetiva, destemida, confiante e preocupada com o bem estar daqueles que ama. Uma das protagonistas mais queridinhas, na minha opinião. Ela é sonhadora, sem deixar de ser realista. Ela ama, sem medo de sofrer. Ela se entrega, mas também sabe se valorizar.

Além de Meri, as figuras masculinas também são muito bem construídas. Aspen não me convenceu muito, apesar de no final do livro ele “correr” atrás dela, acho que ele não a amava tanto assim. Ele era imaturo e rendido ao sistema, literalmente. Já Maxon, que era considerado como arrogante e mimado por America, surpreende. Ele se mostra mais sensível, engraçado, aberto a aprender sobre seu povo e seus perrengues. Eu o achei um fofo. E eles combinam demais!!!! Para mim, ele já ganhou na disputa pelo coração da jovem Singer.

Contudo, além do característico triângulo amoroso, a autora nos traz questões sociais a serem pensadas, refletidas. Ela chama a atenção do leitor para algo que não está tão distante… um mundo provável se o ser humano continuar almejando poder, e somente poder. Através de Maxon e sua amizade com America, ela mostra que é possível mexer no sistema, que é possível mudar o cenário. E Maxon cresce com a ajuda da Senhorita Singer. Se ele começa o romance como um mimado e esquisito Príncipe, ele termina confiante e disposto a causar.

O que eu achei muito importante e que ajudou nesse processo de amadurecimento do Príncipe, além de sua amizade com America – é claro, foi ver a relação dela com as empregadas. A jovem cuidava de suas governantas, se importava com elas. Isso mexeu com Maxon. Isso o fez perceber a importância dessas pessoas também.

Enfim, A Seleção é o tipo de livro que você compra pela capa e se apaixona pelo enredo. Uma história simples, sobre amizade e amor, sobre sociedade e poder, que nos prende da primeira a última página, e nos deixa ansiando pela continuação.

A Editora Seguinte já comprou os direitos para o lançamento de Elite, segundo livro da série que tratará das finalistas no processo seletivo da nova Princesa de Illéa. Pelo que consta, este será lançado em abril de 2013 tanto lá fora quanto aqui no Brasil! *todos comemoram*

Quem se interessar, a autora tem um site super legal, onde podemos conhecer um pouco mais de A Seleção e ficar por dentro das novidades dos próximos livros. (Em inglêslink)

 

Publicado em: 17/jan/2013.
Livro enviado como cortesia.
Título original: The Selection
Páginas: 368
ISBN: 9788565765015
Skoob: Clique aqui para acessar
Tags do livro: , ,
Em: LivrosResenhas

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Sobre o autor

Mônica Quintelas
Mônica Quintelas

Nica tem 32 anos, é mãe do Davi <3, empresária, esposa e blogueira por paixão. Nasceu na Cidade Maravilhosa, no bairro das Laranjeiras. É viciada em café e livros. Tem quase um zoológico em casa: a dash Amora e o pastor alemão Hunter, as calopsitas Bob e Belinha, e um aquário marinho - o hobby do maridão. Adora ouvir música, dançar, cozinhar, sair com os amigos, e assistir vídeos no Youtube! Acredita em Deus e seu maior sonho hoje é levar o Davi à terra natal de seus avós, Portugal.

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