A Vida Secreta das Abelhas

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Sue Monk Kidd me conquistou nas páginas de A Invenção das Asas, com personagens bem construídas e uma trama envolvente, muito bem desenvolvida. Foi amor à primeira leitura. Quando vi que A Vida Secreta das Abelhas estava na lista de lançamentos do mês, não pude deixar de pedir. E agora posso confirmar que Sue sabe escrever histórias que marcam o leitor, com temas complexos e realistas que, mesmo mostrando a crueldade do mundo, cativam aquele que lê.

capa

Em A Vida Secreta das Abelhas, conhecemos Lily Melissa Owens, uma menina de 14 anos muito inteligente. Ela vive com seu pai, um homem grosseiro e irresponsável e sua babá Rosaleen, que passa por diversas situações de racismo por ser negra e viver no ano de 1964. A mãe de Lily está morta, e por isso, mais o fato de ter um pai frustrado, a menina tem diversos pensamentos problemáticos e conflituosos. Ela cresce na fazenda de pêssegos de seu pai, mas nunca sente que realmente pertence ao lugar. E quando Rosaleen é espancada por tentar fazer seu título de eleitor – coisa que os negros não tinham direito – Lily foge de casa.

Ela começa uma procura para descobrir mais sobre a vida de sua mãe e, nessa busca, ela acaba encontrando uma família que cuidava de abelhas. Lily sempre se sentiu muito solitária na vida, mas conviver com JuneAugust e May faz com que ela comece a entender como é se sentir segura com alguém – e como é se sentir amada.

Mas, antes que isso acontecesse, a chegada da menina na casa das irmãs Boatwright – irmãs calendário, por terem como nome os meses do ano – não foi a mais pacífica. Naquela época, a diferença racial era uma coisa muito estigmatizada. Para nós, brasileiros, século XXI, negros e brancos não tem diferença em seus direitos ou em seus deveres – ou pelo menos não deveriam ter. Somos uma nação tão miscigenada que não tem ninguém que seja completamente branco ou completamente negro. E é impossível não esbarrar com pessoas de todas as etnias pela rua. Mas no mundo em que Lily vivia, em uma sociedade completamente regrada por outros conceitos, negros e brancos simplesmente não se misturavam.

trecho

O livro tem uma história bem escrita, com personagens cativantes e cheias de personalidade, e é impossível ler sem se emocionar com o enredo. Superação, inclusão e aceitação são temas abordados nesse livro que mostra uma sociedade que não sabia lidar com a diversidade. O livro foi adaptado para os cinemas, mas é uma leitura tão gostosa que, se eu fosse você, tentava ler antes de assistir ao filme.

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