Adeus, Facebook

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Adeus, Facebook não é o tipo de livro que vocês costumam ver resenhado por aqui. Na verdade, ele combinaria demais com a nossa coluna Rascunhando, por conta do tema tão atual e deveras tão polêmico. Jack Londonnos presenteia com textos essenciais para compreender o futuro das mudanças e as mudanças do futuro, como a própria capa nos elucida; porém, ele nos traz mais, ele nos traz algo que anda em falta hoje em dia: reflexão.

Esse é o meu primeiro livro de parceria com a Editora Valentina e confesso que demorei um pouquinho para escrever essa resenha não porque o livro é ruim, mas sim porque o mesmo é intenso e, se você como eu não vive longe da internet e seus artifícios, ele funciona como um alerta e um belo “tapa” na consciência.

Acredito, inclusive, que essa resenha vai ficar um pouquinho diferente das demais, mas não vejo mal algum nisso. Do contrário, espero que vocês possam perceber o quanto fiquei mexida. A maneira que o autor nos chama a atenção para o mundo digital e o mundo pós-digital é impressionante. Misturando textos informativos, alguns explicativos, outros mais descontraídos, com certo senso de humor e ironia, London nos faz perceber o quanto evoluímos e, ao mesmo tempo, andamos para trás.

Mas não pensem que ele fala basicamente de internet. Não! Adeus, Facebook é um prato cheio de dicas para aqueles que, como eu, estão iniciando um negócio ou desejam iniciar um ou já tem um que anda mal das pernas, mas que ainda é passível de salvação. Confesso que fiquei por vezes assustada (e maravilhada) com a genialidade desse escritor, economista, consultor, professor e empresário.

*Ele foi um dos pioneiros da internet no Brasil, criou empresas de sucesso, trabalhou na Google e hoje é consultor de uma revista online, onde alguns dos textos desse livro foram publicados.*

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Não tenho como falar de tudo o que pude aprender com Jack London. Principalmente no que diz respeito ao mundo dos negócios. Se comecei lendo Adeus, Facebook como uma simples leitora, terminei o mesmo ávida por colocar em prática muitas das sugestões dadas por Jack. Inclusive, pude relembrar assuntos que vi em minha pós de gestão de pessoas, que me fizeram olhar pra mim mesma e para os meus funcionários e perceber onde estou errando, onde estou acertando e o que posso fazer  para tornar minha empresa um ambiente de trabalho prazeroso e lucrativo.

Sem contar que ele, óbvio, comenta sobre as redes sociais e o absurdo de tempo que nós, brasileiros, passamos mergulhados nelas em comparação aos outros países. Gente, vamos mexer mais as mãos e os neurônios. As redes não são ruins, mas pude perceber e refletir que, de fato, utilizamo-las de forma muito aquém. Passamos mais tempo vendo coisas inúteis do que tirando proveito dessas maravilhas virtuais.

O que não pude deixar de concordar com ele e que, qualquer um que seja da minha geração vai pensar o mesmo, é a brevidade de sites como OrkutMy SpaceTwitter e até mesmo o Facebook. Quem não pensou que o Orkut, primeiro grande portal de relacionamentos (sim, tivemos outros, mas com impacto bem menor), fosse durar por, pelo menos, uns 20 anos? Eu pensei. Achava um máximo ter que ser convidada, ter uma rede de amigos e relacionamentos onde só a elite se encontrava. Sem esquecer as comunidades que surgiram, pessoas de diferentes lugares que puderam se conhecer por terem gostos em comum… e por aí vai.

Eu achava que o Orkut não seria eterno, mas que duraria uma boa fração de anos. E o que aconteceu? Novas redes surgiram e, o até então number #1 na vida da maioria dos brasileiros que tinham acesso à internet perdeu espaço para o Facebook, mais leve e mais interativo; e para o Twitter, onde nos tornamos capazes de dizer o que estamos pensando, sentindo ou fazendo em apenas 140 caracteres – aliás, London fala de maneira mais elaborada sobre isso em seu livro.

Enfim, eu poderia ficar horas e horas escrevendo sobre esse livro. Acho que só pela quantidade de quotes que eu marquei vocês já podem perceber o quanto esse livro mexeu comigo, apesar de não ser o tipo de literatura que mais me atrai. Contudo, além de me fazer refletir, me fez relembrar os tempos de faculdade e seus textos mais teóricos. E, devo confessar, estava com saudades deles! risos

*Calma, apesar de conter textos mais rebuscados, Jack London sabe dialogar com seus leitores e, garanto que você não vai nem perceber que está lendo algo mais crítico.*

Mas, prefiro ir parando por aqui e deixar vocês refletindo sobre tudo (e quase nada) que falei nessa resenha (?), sobre esse livro tão intenso, tão rico de verdades e experiências, que nos faz refletir sobre o nosso papel na sociedade atual e quanta importância tem, de fato, a internet em nossas vidas: será ela a vilã, a guia para o fim dos tempos; ou a nossa salvadora, que nos levará a um estágio de maior sabedoria?

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