Até onde vai sua Determinação?

Até hoje me lembro de quando decidi fazer um curso técnico. Por sorte, passei pra onde queria e já na segunda semana queria desistir. Mudanças, pessoas novas, rotina tumultuada (ensino médio, técnico e estágio), porém havia algo que eu queria mais: meu diploma. Sempre trabalhei com informática e ter um diploma, ser capaz de dizer que realmente era técnico de informática, seria um diferencial, tanto como profissional, quanto pra mim como pessoa. E essa perspectiva que me fez continuar o curso e, graças a Deus, eu não me arrependo. Nesse período tumultuado, muita coisa boa aconteceu e o saldo, até hoje, é positivo, já que com a experiência no técnico estou conseguindo levar a faculdade melhor.

Uai Bruno, que história emocionante, e o que isso tem a ver com a coluna? Calma, calma, já chego lá.

E agora eu te pergunto, até onde vai sua determinação? Até onde ela foi um dia? 

(Ela vai segurar a respiração até ganhar um novo unicórnio.)

(Ela vai segurar a respiração até ganhar um novo unicórnio.)

E se você fosse proibido de ler?

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Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia, Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados.

Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros? Únicos companheiros e confidentes? Antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Esse livro chegou em minhas mãos através de uma promoção onde ele estava por dez reais no submarino e não lembro se alguém indicou, mas resolvi comprar. (Resenha aqui no Drafts!)

Antes de vim fazer a coluna, eu pesquisei alguns sites para ver o que elas haviam achado do livro e nem todas as impressões haviam sido positivas e eu entendo perfeitamente, porque por um lado eu terminei o livro pensando “É isso?“, mas esse foi meu lado emocional falando porque o racional meio que “PUTA MERDA QUE GENIAL“. Adentrar no mundo e na proposta do autor às vezes é difícil por causa do envolvimento emocional e acabamos por criticar uma boa obra. Em A menina que não sabia ler somos transportados para 1891 na Nova Inglaterra e a história de Florence (que me lembrava da banda Florence toda hora ) nos é contada. Entediada e esperta, logo descobre uma biblioteca e com o tempo aprende a ler mesmo ninguém lhe ensinando e começa a passar seu dias mergulhados nos livros e tomando cuidado para não ser pega.

Quem é que sendo um pouco inteligente
Não gostaria de beijar Florence?

Bom, mas como toda história algo teve que perturbar a nossa doce personagem e, com a chegada de seu vizinho Theodore, suas tardes de leituras começaram a ter problemas. Lógico que não vou revelar esses problemas senão perde a graça, mas o que você  precisa saber é que a personagem foi esperta o suficiente para pensar em um monte de soluções.

— Sinto muito, srta. Florence, gostaria de poder fazer isso, realmente gostaria, mas poderia perder meu emprego.  — Esboçou um sorriso, algo que fazia sempre com facilidade.  — Mas vou lhe dizer uma coisa:  sobrou um pouco dos recursos para as despesas deste mês, talvez o suficiente para uma nova boneca. E então, mocinha, o que diria de uma nova boneca? Eu disse sim para a boneca; era melhor parecer comprada, mas sua recusa em me ajudar, longe de me desencorajar, foi o oposto e apenas estimulou minha determinação. Lentamente, e com alguma dificuldade, aprendi a ler sozinha. Ficava na cozinha e roubava letras de John enquanto ele estava lendo o jornal. Apontava para um “s” ou um “b” e perguntava a ele qual era o som.  Um dia, na biblioteca, tive a sorte de encontrar uma cartilha de criança e, a partir daí e daqui e dali, acabei decifrando o código. Assim começou a dissimulação em minha vida.

Esse trecho mostra uma grande determinação por parte da personagem. A mesma que encontramos em algumas pessoas que tinham tudo para desistir e mesmo assim conseguem vencer na vida; ao mesmo tempo que pessoas que têm tudo para ir longe, inclusive uma família com dinheiro, empacam em sua trajetória. É fácil perceber que nisso tudo há uma verdade absoluta, como a música diz “quem acredita sempre alcança“.

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Com livros achados no lixo, catadora passa em vestibular no ES

Morador de Rua Passa em Concurso

São alguns poucos exemplos em vários disponíveis por aí – até mesmo perto de nós, em formas pequenas, muitas das vezes. Uma pequena superação aqui, outra ali, mas que revelam pessoas com enorme determinação.

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Esse post não é sobre auto ajuda, e sim sobre construir. No mundo, em minha opinião, há conceitos para tudo, para construir algo e destruir esse algo também, mas algumas coisas são absolutas, como por exemplo o Respeito, não tem como o respeito ser relativo. Se eu te respeito e você me respeita vamos viver em harmonia, do contrário, se nosso respeito é relativo em algum momento iremos entrar em conflito.

Como disse, a história vai se desenrolando de tal forma que o final é meio que surpreendente e tudo isso ligado à determinação da personagem. E esse desenrolar nos permite ficar atentos ao fato de não tornamos a determinação algo ruim. Temos sim que persistir em nossas opiniões, ideais, sonhos e etc, mas principalmente prestar atenção se estamos fazendo isso da forma certa.

Uma coisa que to tentando fazer agora, é dedicar todos os dias um pouco de tempo para algo que para mim é importante, porque se for esperar ter o tempo certo, o tempo ideal, a disposição essencial, nunca vamos começar. Melhor fazer um pouco aos poucos para se ter muito depois do que fazer nada e continuar com nada depois. As imagens acima são da página Geração de Valor que é o único do tipo que acompanho por ter me identificado muito com a proposta e indico para todo mundo.

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O livro me lembrou o filme In the House. Aliás, esse filme me fez lembrar do livro novamente, e o problema é que são totalmente diferentes, mas qual é a semelhança? O final inesperado, o final que te faz pensar no que realmente estava sendo contado na história. E claro, a DETERMINAÇÃO das personagens em ambos.

Infelizmente, estamos numa era de histórias mastigadas, de mais do mesmo, com enredo pré fabricado; e se deparar com uma nova fórmula é ser pego de surpresa, o que em um primeiro momento pode trazer frustração e em todos os outros traz um alívio enorme por saber que  há muita arte a ser descoberta. E arte boa (aaaaaaaaah). Ah, e eu não tenho problema nenhum com os “mais do mesmo” … só que, às vezes, vem umas histórias muito descaradas, com apelo comercial evidente e que não agregam nada de novo.

“Dentro da Casa” é um filme metalinguístico, que demonstra o processo da escrita. Ele se assemelha muito com a sensação de quando se lê um livro, nos instiga e seduz, além do mais é original, elegante e sinestésico. É cinema e literatura se entrelaçando.” – Pitada de Cinema

* Recomendo a leitura da critica do site Cinema Detalhado sobre o filme citado.

Se você deseja uma leitura leve, simples e rápida e um tanto controvérsia, A menina que não sabia ler é uma ótima opção. Só se prepare para possíveis “E se?” “Será?“, “Não pode ser” “CARAMBA“.

Falando em determinação, e o Nano Anna e Carol Brandt ??? Para quem conhece e participa do Nano ou simplesmente quer escrever uma história, te convido a participar do Clube de Escrita & NaNoWriMo. Eu consegui até agora dez mil palavras o/.

Não esquece de expressar sua opinião sobre o post! Comente, compartilhe, mande-me e-mail, grita no twitter, facebook, seu feedback é muito importante. Nos vemos em breve, obrigado e até a próxima.

 

 

Sobre o autor

Bruno Luiz Mattos Oliveira
Bruno Luiz Mattos Oliveira

Nasceu em 1990 e mora em Cariacica (ES). É empreendedor, técnico em informática, formado em Sistemas de Informações e autor do livro No Encontro de Uma Constante. Não dispensa um bom rock.

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