Autor -Bruno Luiz Mattos Oliveira

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Storytelling – Histórias que deixam marcas
2
Como dizer que ama sem usar as palavras “Eu te amo”
3
Separados
4
Você é carente
5
Perdida, por Anna Oliveira & Bruno Luiz Mattos
6
Cartas de Amor aos Mortos
7
No Encontro de Uma Constante
8
Intercâmbio Planetário por Amanda Nunciaroni
9
Menino de Ouro: Qual é o seu segredo?
10
Os Gêmeos

Storytelling – Histórias que deixam marcas

As mãos começam tremer, pernas ficam bambas, um suor frio e uma gagueira sem precedentes. Essa descrição poderia ser de uma cena mega complexa, mas geralmente é como as pessoas ficam quando se deparam com a pergunta: quem é você?

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Como dizer que ama sem usar as palavras “Eu te amo”

O título do post hoje é um pouco longo e traz uma grande questão: como dizer que ama alguém sem usar as palavras “Eu te amo”? Não é de hoje que a palavra “Eu te amo” se tornou um pouco frágil e genérica. Temos medo de ouvi-las e temos medo de oferecê-la. Dizer se tornou algo como assinar um contrato. Não é à toa que outras simbologias para dizer “eu te amo” se tornaram famosas.   Precisamos dizer que amamos alguém, porque viver é sentir e saber. Há dias que eu sei que amo alguém, mas não consigo sentir isso, seja porque essa pessoa me magoou ou porque acordei de mau humor. Mas eu sei. E saber é o que importa naquele momento. É isso que te faz atravessar o momento ruim e persistir no amor. Uma regra que passei a levar comigo é: sempre tome uma decisão 48 horas depois. Há outros momentos que eu não sei se amo alguém, mas sinto que sim. Talvez por uma fração de tempo eu sinta algo tão grandioso quanto o amor, mas que não seria justo falar que é amor sem o devido tempo. É nesse ponto que vacilamos no “Eu Te Amo”. Você conhece alguém legal, sente algo incrível e diz que é amor. No dia seguinte, acorda como se tivesse feito um acordo na encruzilhada, se sente culpado, confuso e pensando em “como rescindir esse contrato?”. E, ao fazer isso, o outro lado se sente enganado, destruído e sem chão. Quem é o culpado? Não há[…]

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Separados

Quando você lê um livro e não gosta muito, o passo natural é deixar o livro de lado ou suas continuações. Mas não foi o que aconteceu com “Separados“. Mesmo eu não tendo gostado muito do primeiro livro, resolvi dar uma chance para continuação.

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Você é carente

Quem nunca se sentiu sozinho? Carente ou precisando de um abraço? São sentimentos normais, mas não podemos deixar isso nos dominar. Trago na coluna de hoje minha opinião sobre o tema e o rascunho de um talvez livro.

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Perdida, por Anna Oliveira & Bruno Luiz Mattos

Sempre, dos primeiros até os últimos segundos da vida, seremos desafiados. Cada um terá sua guerra interior. E serão várias. Uma guerra é sempre algo disruptivo, muda totalmente várias coisas. Nesse processo de mudança é normal sentir-se perdido, questionar os valores e toda a vida até aquele momento. É justo. Mas não é justo se entregar, virar refém, se jogar no porão e ficar preso. Justo é produzir. Justo é vencer! Com essa mistura de sentimentos, eu e a Anna criamos uma poesia que retrata essa busca para sair dos cantos sombrios de uma guerra e ganhar. Pois, no fundo, só existimos porque somos vencedores.   Perdida Ela está perdida olha o mar e deseja surfar.   Procura a prancha – ela sabe onde encontrar. Agora é pra valer ela não vai mais voltar para aqueles lugares proibidos, com lembranças que a fazem chorar.   O que é surfar? Não é cair e se afogar? É perder ondas, aprender brincar.   Ela não está mais perdida ela está aproveitando a vida. Aprendendo surfar conquistando o horizonte indo além do que pode imaginar   Peguem a prancha de vocês e vão surfar. 😉

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Cartas de Amor aos Mortos

Qual foi a ultima carta que você mandou para alguém? É estranho pensar que em um mundo cada vez mais tecnológico, as cartas ainda desempenham um papel importante. (um estranho bom.) Eu mesmo parei um pouco de escrever cartas. Primeiro, porque não recebo mais, e segundo, por não ter para quem escrever. Mas, sempre que surge uma oportunidade eu escrevo, nem que seja uma folha. O que é meio difícil, dependendo, depois que se começa a escrever é difícil parar. Acredito que o legal de uma carta é você ver a letra da pessoa, ler coisas que ela dedicou apenas para você: tempo, fatos e confiança. Cartas tornam tudo mais tangível. Os dois últimos livros que eu li sobre cartas foram “As vantagens de ser invisível” e “Joana e Mauricio”, ambos ótimos livros. “As vantagens de ser invisível” foi tão bom que perdi a conta de quantos eu comprei e quantas vezes eu emprestei. Quando surgiu a oportunidade de ler “Carta de amor aos mortos” as expectativas estavam bem altas. Só imaginei mesmo, porque no fim, acabei decepcionado. Você acaba se sentindo estranho quando todo mundo gosta de um livro… menos você. Por sorte, conheci outras pessoas que se decepcionaram um pouco com a leitura também e isso fez eu me sentir menos estranho. Tecnicamente o livro é muito bom. Isso eu não posso negar. Muito bem escrito, diagramado, capa convidativa e sinopse bem elaborada. Como sei das dificuldades de se criar um livro, seria injusto criticar o conteúdo do livro e não reconhecer sua[…]

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No Encontro de Uma Constante

Direto, eu e todos os outros participantes do blog, estamos aqui emitindo nossa opinião sobre diversos livros. Agora, eu me lancei um desafio: como resenhar eu mesmo, meu próprio livro, sem ser imparcial? Você quer lançar um livro ou ser escritor? Essa, em minha opinião, é a primeira pergunta que todo mundo deve se fazer ao se propor criar um livro. Mas qual é a diferença? Lançar um livro é deixar público algo que criamos independente do resultado financeiro. Agora, ser escritor é escolher uma profissão e, toda profissão cultural é muito complicada, não é algo objetivo, como fazer engenharia e já sair com inúmeras possibilidades. O que muita gente ainda não entendeu é que ser escritor é montar uma empresa, é ser uma empresa, e por mais que exista uma editora te apoiando, ela é só a parte terceirizada do negócio. Já viu o livro que o céu forma em suas nuvens? É Deus escrevendo suas histórias? Ou apenas uma percepção de como tudo deveria ser? Quando eu comecei esse projeto, só pensava em lançar um livro, todo mundo me dizia isso, até que em 2010 inscrevi um projeto em um concurso cultural e consegui a verba necessária para realizar essa vontade. No entanto, vários problemas surgiram e só agora (2014) estou conseguindo concluir esse projeto. Isso não significa que fiquei quatro anos trabalhando intensamente no projeto; pelo contrário, o meu tempo foi muito dividido entre viver, fazer faculdade, planos e etc. Mas, também não significa que fiz o projeto de qualquer forma, ao[…]

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Intercâmbio Planetário por Amanda Nunciaroni

Uma das coisas que eu mais admiro no mundo é o Universo. Quando pequeno, eu tinha um atlas com várias informações sobre o nosso sistema solar e era incrível descobrir algumas coisas como, por exemplo, que a luz do sol demora 8 minutos para chegar na Terra. Como eu posso ficar me preocupando com coisas tão banais sendo que eu sei o que nos rodeia? Pensa comigo: a nossa existência na Terra é um milagre, saber que estamos presos em uma pedra somente porque no seu núcleo tem algo funcionando da forma que deve funcionar, que o céu azul é apenas uma ilusão, porque no fundo o que estamos vendo é todo o universo ao nosso redor. Se for falar do Universo em todas suas particularidades, o post ficaria com milhares de páginas, o que quero dizer é: Intercâmbio todo mundo sabe o que é, acredito eu, mas para quem não sabe, intercâmbio seria como uma “troca”, atualmente um termo usado quando alguém quer ir para algum lugar conhecer um pouco da sua cultura. Eu mesmo, gostaria muito de ir para outro País, mas as viagens que fiz para outros Estados já muda muita coisa… imagina outro país? Na verdade, de um bairro para o outro, às vezes, já muda muito. No meu Estado mesmo, dependendo de onde você for, é um outro universo. No Brasil, isso fica ainda mais evidente por causa da nossa colonização plural. Me digam uma coisa, se um ser criou a Terra, ele não nasceu nela, né? Então o que[…]

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Menino de Ouro: Qual é o seu segredo?

Sempre fico antenado nas novidades do mundo infanto-juvenil e, quando vi o post da Daiane sobre o livro, foi inevitável não ficar curioso e querer conferir sua proposta. Através de uma parceria com a Editora Globo, isso foi possível. Agradeço, novamente, à equipe mega atenciosa pela oportunidade. Toda fase da vida terá sua vantagem e desvantagem. Mas, quando estamos entre nossos dez e vinte anos, é uma fase bem sensível, em minha opinião, pois é quando temos que descobrir, aprender, assimilar e tentar achar um ponto de equilíbrio nessa selvageria toda. Há os dilemas normais da vida e os que nos são “apresentados” pela convivência em sociedade. E um deles é ser “diferente”. Com toda essa conversa sobre sexualidade e bullying, acaba sendo um tema em evidência essa questão de ser “diferente”. E, infelizmente, demoramos muito tempo para entender que ser diferente é algo bom. Esse entendimento demora para chegar porque o processo é longo e muitas vezes doloroso. Minha teoria é que há muita gente sem objetivo de vida. Quando se tem objetivo e opinião própria, você pode não concordar com tudo e/ou achar estranho, mas vai sempre respeitar e tratar bem a pessoa/situação. Todo mundo vai ter um problema, às vezes mais de um. Eu, por exemplo, sou bem acima do meu peso normal e isso sempre abriu brecha para piadas e zoações. Tirando a questão de saúde, qual o problema em ser gordo? O problema é bem simples: não é normal. A moda, a  televisão, os ônibus, os carros, as roupas, filmes e um[…]

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Os Gêmeos

Quando eu era pequeno, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era desvendar os aparelhos eletrônicos. Tantos botões, funções e coisas intrigantes. Talvez isso seja um dos motivos por eu ter escolhido a tecnologia como forma de trabalho. E se tudo isso desaparecesse? Microondas, computador, internet, carro, luz e etc… O universo construído no livro data uma época, que embora bem distante, começou a ser criada nos dias de hoje. Dias onde a natureza, o contato pessoal, o desenvolvimento humano e muitas outras coisas importantes não são levadas a sério. E, por causa desse estilo de vida leviano,  o planeta foi levado à situações caóticas, tornando aqui uma terra deserta. Se pensarmos bem, estamos bem dependentes. Sabemos acender uma luz, mas não como fabricá-la. Sabemos viajar de carro, mas não entendemos o funcionamento do seu motor. Sabemos acessar a internet sem saber como e o que conecta todos os computadores e milhões de outros exemplos. Então, se essas coisas desaparecessem, vamos todos nos tornar dependentes do nada, retrocedendo aos tempos primitivos. Logo de inicio somos apresentados aos gêmeos Claris e Jad, que por algum motivo possuem “poderes psíquicos”. No entanto, o fato de serem gêmeos não os torna iguais. Por causa de uma doença, Jad acaba sendo privado de atividades físicas e, por isso, focando em atividades que exigem mais concentração e relaxamento, enquanto sua irmã desbrava o mundo de forma super ativa. Considero isso algo positivo, porque é possível ver que mesmo com rotinas diferentes os irmãos se complementam, o que acaba acontecendo muito na vida[…]

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