Autor -Bruno Luiz Mattos Oliveira

1
Até onde vai sua Determinação?
2
O Pequeno Príncipe
3
Coisas Frágeis
4
E as estrelas, quantas são?
5
Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Como abrir mão?

Até onde vai sua Determinação?

Até hoje me lembro de quando decidi fazer um curso técnico. Por sorte, passei pra onde queria e já na segunda semana queria desistir. Mudanças, pessoas novas, rotina tumultuada (ensino médio, técnico e estágio), porém havia algo que eu queria mais: meu diploma. Sempre trabalhei com informática e ter um diploma, ser capaz de dizer que realmente era técnico de informática, seria um diferencial, tanto como profissional, quanto pra mim como pessoa. E essa perspectiva que me fez continuar o curso e, graças a Deus, eu não me arrependo. Nesse período tumultuado, muita coisa boa aconteceu e o saldo, até hoje, é positivo, já que com a experiência no técnico estou conseguindo levar a faculdade melhor. Uai Bruno, que história emocionante, e o que isso tem a ver com a coluna? Calma, calma, já chego lá. E agora eu te pergunto, até onde vai sua determinação? Até onde ela foi um dia?  E se você fosse proibido de ler? Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia, Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a[…]

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O Pequeno Príncipe

É incrível como algo escrito lá nos anos 40 é tão atual e emocionante até hoje. Acho que a primeira vez que ouvi falar no Pequeno Príncipe foi em um desenho e até recentemente não tinha me preocupado em ler o livro. O pessoal resolveu fazer um amigo X de livros e eu coloquei ele na minha lista de livros desejados e foi justamente o que ganhei – e que queria muito ganhar. O que posso dizer do livro é que deveria ser obrigatório para todo mundo ter e ler, e tenho certeza que mais cedo ou mais tarde muitos irão fazer isso. É a típica história de criança que serve para todas as idades. Na verdade, é uma história feita para a criança que habita em nós. A leitura é muito rápida e profunda, não só pelas frases de impacto, mas sim por todo o simbolismo existente no livro, que me fez pensar no quanto o amor é inquietante, no quanto a amizade realmente é importante e mesmo se você tiver no deserto poderá encontrar um amigo. Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto? Também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tantos milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade desde livro traduzido em oitenta línguas diferentes? Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas? O pequeno príncipe devolve a cada[…]

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Coisas Frágeis

Um senhor se aproxima e pergunta “Moço, que número tá naquele ônibus?” Respondo rapidamente, “509.” O senhor, meio contrariado, agradece e segue seu rumo. — Seus olhares eram uma tempestade em suas mentes, e no papel amassado em sua mão estava a resposta “Tenho um plano para nós”. O papel escorreu por seus dedos, ao mesmo tempo que ela partia para bem longe. — Os trechos acima não são do livro, acabei de tirar da minha mente. O primeiro, um típico caso de quem não sabe ler e vive precisando da ajuda dos outros. O que para nós, o que para você é algo simples e banal, como ler essas linhas, para muita gente ainda é algo distante. O segundo exemplo é o típico momento onde deixamos passar por um segundo uma decisão que poderia mudar muitas coisas, a decisão que realmente queremos tomar, mas que por um segundo parece idiota. O pedaço de papel, três números e um infinito de fatos. Enquanto escrevo isto, me ocorre que a peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis é o modo como elas são, na verdade, fortes.  Havia truques que fazíamos com ovos, quando crianças, para demonstrar que eles são, apesar de não nos darmos conta disso, pequenos salões de mármore capazes de suportar grandes pressões, e muitos dizem que o bater de asas de uma borboleta no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano. Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos, capaz de pulsar durante toda a vida, setenta vezes por minuto, e não falhar quase[…]

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E as estrelas, quantas são?

Se for pelo beijo que descobrimos talvez possa lhe dizer sussurrar na sua alma que quero ficar. E se você não quiser nada disso não vou chorar nem lamentar seria injusto culpar o mundo pela oportunidade de conhecer o paraíso naquele seu olhar que em um instante redescobri minha constante. Mas amor é amor não se perde sempre será seu e mesmo que não use estará sempre contigo e você comigo. E minhas palavras estão circulando no silêncio ditas para Lua entregue ao Mar navegando no lago. E apenas posso dizer que tudo seria menos perfeito se não houvesse você. – Silêncio  É dificil começar algo. Imaginar a fala perfeita, o ato preciso, o ato necessário, criar a magia necessária para tornar as coisas especiais. Em um mundo de futilidades, desprezos e banalizações, como tornar cada interação, cada palavra e sentimento, cada versão nossa em algo incrível e especial? Como ser e se fazer perceber? Como contar as estrelas? Como ter certeza do resultado? Seria o impossível uma questão de opinião, ou ele realmente existe? Há várias regras e conceitos para construir e para destruir, mas se demorar muito é apenas um vazio apossado pela frieza do mundo. – O que você sente A primeira vez que li esse livro foi através de um empréstimo, de alguém que passou por minha vida, alguém muito especial. E o mais especial foi ler e viver a história, claro que não da mesma forma, mas de uma forma que trouxe essa sensação. A história é simples, contada de um lado pela perspectiva de[…]

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Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Como abrir mão?

Você já parou para pensar quantas vezes eu aperto o botão delete para conseguir criar a coluna? Quantas palavras são mudadas? Quantas frases são refeitas? Não sei se pensou nisso, nem eu sei ao certo, mas com certeza foram muitas. Só que quando lidamos com o tempo, não há botão delete. Muito menos backspace, os segundos gastos para escrever essas palavras são únicos e nunca irão se repetir, por mais que no segundo seguinte eu possa deletar e reescrevê-la não será a mesma coisa. Isso é um tema batido, só que da mesma forma que sua mãe fala para pendurar a toalha no lugar certo ou arrumar sua cama, muitas vezes nos esquecemos por considerar ser algo banal.

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