Cartas Para Um Pai

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Juliana achou que suas férias em João Pessoa renderiam apenas fotos e boas lembranças, mas não foi assim que as coisas se desenrolaram. Uma gravidez inesperada alterou toda a sua vida e, para se comunicar com o pai do bebê, as cartas foram a melhor escolha. Um livro emocionante e envolvente, sobre amores e a formação de uma nova vida.

Uma grata surpresa é a melhor maneira de definir Cartas Para Um Pai da querida autora Janaína Rico, agora publicando pela Editora Modo. A autora é conhecida por seus romances para lá de calientes e polêmicos, incluindo suas capas. Sei do potencial da Jana, mas devo confessar que fiquei com um pé atrás quando soube que ela, teoricamente, ia publicar um livro fora do “seu” gênero.

Porém, ainda que Cartas Para Um Pai esteja mais para um drama, Janaína conseguiu dar umas pitadinhas de erotismo ao romance. Soube desse livro, na verdade, quando a autora esteve aqui no Rio, lançando o Ser Clara, ano passado. Durante as perguntas, ela nos falou um pouquinho de seus projetos, nos mostrou a capa provisória de Apimentando, e adiantou que lançaria tipo um spin-off com a personagem Juliana, irmã de Clara, da série Ser Clara. Fiquei mega curiosa, porque a Juliana é uma personagem intrigante. Aliás, Clara e suas duas irmãs! hehe

Em Cartas Para Um Pai conheceremos a história de Juliana, irmã de Clara que, depois de uma viagem para João Pessoa, onde conheceu Anderson e viveu com ele trinta dias de pura paixão – e sexo -, se descobre grávida. A jovem fica desesperada – quem não ficaria? -, e resolve avisar Anderson sobre a gravidez, ainda que não espere nada dele e esteja decidida a criar essa criança sozinha.

Juliana envia, então, cartas para seu “summer love” e, de certa forma, se decepciona com a primeira resposta dele. Eu não esperaria menos. O romance foi lindo e tal, mas cada um seguiu sua vida. Pior, imagina receber esse tipo de notícia via carta? Se eu fosse homem, acho que minha primeira reação seria igual à dele. Todavia, Juliana também tinha um temperamento forte e já tinha optado por ser mãe solteira.

Não sou legalista, nem nada. Mas a forma como a jovem resolveu enfrentar tudo sozinha, sem a ajuda do pai da criança, da sua própria família, tendo que esconder em seu trabalho e tal, achei demais. Não por parte da autora em si. Sei que existem muitas mulheres assim. Sei lá… Sou ainda uma tribalista, que acredita no amor e na família. A verdade é que não sei se teria coragem de, na mesma situação da Juliana, optar por deixar o pai de fora, sem contato, sem conhecer a criança, sem acompanhar a gestação. Como disse, sou muito romântica e acredito que o ideal, se não existem problemas entre os pais ou ter sido concebida de maneira agressiva, é a criança ter contato com os dois.

Narrado praticamente através das cartas que Juliana envia para Anderson, Janaína nos convida a conhecer cada detalhe, cada estágio de uma gravidez. Confesso que, em alguns momentos, fiquei assustada e com medinho de ser mãe (fato que espero que aconteça até 2015). Fiquei me imaginando grávida, passando por tudo o que a jovem passou…. nossa… deu angústia em alguns momentos. Ser mulher é fogo, às vezes, hein! Rsrsrs

Ah! Apesar de ainda não ser mãe, pude acompanhar a gestação de uma grande amiga minha (que considero como uma irmã) e percebi que a Jana não deu informações erradas. Do contrário, ela leva o leitor a descobrir as maravilhas e as desventuras dessa grande dádiva feminina. Não pensem que vão encontrar um guia prático ou coisa do tipo. Longe disso! A autora criou uma personagem tão palpável que é impossível não se identificar, não se imaginar (no caso das moças, é claro) no seu lugar. Fiquei maravilhada com a maneira que Rico descreve o carrossel de emoções que uma mulher grávida vive, com tantas mudanças internas e externas, com variações de humor e os medos que passam pelas mentes femininas durante esse período – muitas envolvendo o parto bem como a auto-estima da própria mulher.

E tudo isso sem deixar de nos presentear com seu quê de erotismo! Wow!

Vou parando por aqui, mas não sem antes chamar a atenção para a única coisa que me incomodou um pouquinho durante a rápida e leve leitura de Cartas Para Um Pai: a revisão. Editora Modo, a autora merecia um cuidado maior. Grande parte dos erros são de digitação e formatação do texto. Portanto, fica a dica para os próximos livros. Porque a diagramação e a capa estão lindas!

No mais, super recomendo Cartas Para Um Pai. Tanto para mulheres quanto para homens. Para elas, vai ajudar a tirar algumas dúvidas bem como a pensar positivo quando for a sua vez. Para eles, vai ajudá-los a ter mais paciência durante esse período um tanto quanto turbulento (risos) bem como a mimar suas esposas!

 

Publicado em: 18/out/2013.
Livro enviado como cortesia.
Páginas: 206
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Em: LivrosResenhas

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Sobre o autor

Mônica Quintelas
Mônica Quintelas

Mônica Quintelas ou Nica, tem 31 anos, é empresária, coordenadora pedagógica, professora de inglês, revisora, tradutora e blogueira por paixão. Nasceu no Rio de Janeiro e sempre morou na Cidade Maravilhosa. É bookaholic assumida, gosta muito de ler e se aventurar nas páginas de um bom livro. Ler é a sua válvula de escape, aquilo que a transporta a outros mundos, além da imaginação. Além de ler, adora dançar, bater um bom papo em uma cafeteria (se possível, acompanhada de um livro), se divertir com os amigos e cozinhar! Acredita em Deus e seu maior sonho agora é ser mãe.

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