Categoria -Leiturinhas

1
Cartas de Amor aos Mortos
2
Menino de Ouro: Qual é o seu segredo?
3
Cante para eu dormir
4
Qual é o primeiro momento da sua vida?
5
Qual o seu teorema?
6
Até onde vai sua Determinação?
7
Nada é para sempre
8
E as estrelas, quantas são?
9
Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Como abrir mão?

Cartas de Amor aos Mortos

Qual foi a ultima carta que você mandou para alguém? É estranho pensar que em um mundo cada vez mais tecnológico, as cartas ainda desempenham um papel importante. (um estranho bom.) Eu mesmo parei um pouco de escrever cartas. Primeiro, porque não recebo mais, e segundo, por não ter para quem escrever. Mas, sempre que surge uma oportunidade eu escrevo, nem que seja uma folha. O que é meio difícil, dependendo, depois que se começa a escrever é difícil parar. Acredito que o legal de uma carta é você ver a letra da pessoa, ler coisas que ela dedicou apenas para você: tempo, fatos e confiança. Cartas tornam tudo mais tangível. Os dois últimos livros que eu li sobre cartas foram “As vantagens de ser invisível” e “Joana e Mauricio”, ambos ótimos livros. “As vantagens de ser invisível” foi tão bom que perdi a conta de quantos eu comprei e quantas vezes eu emprestei. Quando surgiu a oportunidade de ler “Carta de amor aos mortos” as expectativas estavam bem altas. Só imaginei mesmo, porque no fim, acabei decepcionado. Você acaba se sentindo estranho quando todo mundo gosta de um livro… menos você. Por sorte, conheci outras pessoas que se decepcionaram um pouco com a leitura também e isso fez eu me sentir menos estranho. Tecnicamente o livro é muito bom. Isso eu não posso negar. Muito bem escrito, diagramado, capa convidativa e sinopse bem elaborada. Como sei das dificuldades de se criar um livro, seria injusto criticar o conteúdo do livro e não reconhecer sua[…]

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Menino de Ouro: Qual é o seu segredo?

Sempre fico antenado nas novidades do mundo infanto-juvenil e, quando vi o post da Daiane sobre o livro, foi inevitável não ficar curioso e querer conferir sua proposta. Através de uma parceria com a Editora Globo, isso foi possível. Agradeço, novamente, à equipe mega atenciosa pela oportunidade. Toda fase da vida terá sua vantagem e desvantagem. Mas, quando estamos entre nossos dez e vinte anos, é uma fase bem sensível, em minha opinião, pois é quando temos que descobrir, aprender, assimilar e tentar achar um ponto de equilíbrio nessa selvageria toda. Há os dilemas normais da vida e os que nos são “apresentados” pela convivência em sociedade. E um deles é ser “diferente”. Com toda essa conversa sobre sexualidade e bullying, acaba sendo um tema em evidência essa questão de ser “diferente”. E, infelizmente, demoramos muito tempo para entender que ser diferente é algo bom. Esse entendimento demora para chegar porque o processo é longo e muitas vezes doloroso. Minha teoria é que há muita gente sem objetivo de vida. Quando se tem objetivo e opinião própria, você pode não concordar com tudo e/ou achar estranho, mas vai sempre respeitar e tratar bem a pessoa/situação. Todo mundo vai ter um problema, às vezes mais de um. Eu, por exemplo, sou bem acima do meu peso normal e isso sempre abriu brecha para piadas e zoações. Tirando a questão de saúde, qual o problema em ser gordo? O problema é bem simples: não é normal. A moda, a  televisão, os ônibus, os carros, as roupas, filmes e um[…]

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Cante para eu dormir

Será que todas as histórias já foram contadas? O que esperamos ler quando queremos ler algo? O quanto estamos preparados para uma tragédia? Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bulling e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a vocalista do coral da escola e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida. Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não merece, mas quer experimentar, mesmo estando a milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles. A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura. Quando eu faço a pergunta “Será que todas as histórias foram contadas?” estou me questionando se ainda vale a pena ler algo que aparentemente é comum. Pensando sobre isso, cheguei a conclusão de que não leio para conhecer histórias ou estilos. Leio para conhecer pessoas. Assim como na vida real, onde uma boa amizade pode nos conectar ao mundo e, ainda que suas histórias sejam parecidas com tantas outras, é o timbre[…]

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Qual é o primeiro momento da sua vida?

Ao abrir seus olhos para mais um dia, Jesse observa um mundo completamente diferente de todos ao seu redor. Não há uma reposta certa sobre o motivo disso. Pode ser obra de Deus, o fato de ser o único garoto da família, um luxo do universo ou simplesmente era para ser. E essa sua forma particular de observar o mundo que o tornava uma pessoa diferente, deslocada, à procura de aceitação e de amor, não exatamente o romântico, mas aquele que nos faz sentir parte de algo, parte do mundo, que qualquer um pode ser capaz de oferecer. Quando nascemos, ganhamos um presente ótimo, mas que demoramos a perceber. E nesse momento que somos apresentados ao mundo, ele é configurado de uma forma padrão: “As coisas são assim, pronto e acabou”. Iremos ouvir isso muitas vezes e… acreditar. Só que chegará um momento onde a decisão de seguir esse mundo padrão é totalmente nossa, de acordo com aquilo que acreditamos e vivemos. E se, em um primeiro momento, Jesse pudesse parecer um garoto deprimido, desajustado, avoado, sem perspectiva, ele se revela apenas uma pessoa dentro de uma bolha, da qual não sabia como se libertar, ou simplesmente, não via motivos para lutar. E permanecia inquieto enquanto o mundo girava ao seu redor. Mais uma vez. Mais uma vez. Ponte para Terabítia não é um livro fácil de digerir e, dizer que é só para criança, é um grande equivoco. Os dilemas enfrentados pelas personagens nos levam até nossos tempos de crianças e, quem sabe, até o[…]

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Qual o seu teorema?

Em matemática, um teorema é uma afirmação que pode ser provada como verdadeira através de outras afirmações já demonstradas, como outros teoremas, juntamente com afirmações anteriormente aceitas, como axiomas. Prova é o processo de mostrar que um teorema está correto. O termo teorema foi introduzido por Euclides, em Elementos, para significar “afirmação que pode ser provada”. Em grego, originalmente significava “espetáculo” ou “festa”. Atualmente, é mais comum deixar o termo “teorema” apenas para certas afirmações que podem ser provadas e de grande “importância matemática”, o que torna a definição um tanto subjetiva. É importante notar que “teorema” é diferente de “teoria”. Uma vez eu brinquei com a Anna que não gostava muito do John Green e ela me perguntou o motivo, então eu disse “Ele é famoso e todas as mulheres ficam babando por ele haha”, só sei que recuperei a consciência três dias depois após receber uma tijolada na cabeça. Mentira, mentira, a Anna é fofa e não faria isso comigo (eu acho). O lance é que ele havia escrito um livro muito legal (A culpa é das estrelas), mas não algo para tanto alvoroço. Porém, acredito que lendo “O Teorema de Katherine”, entendi seu grande diferencial. Sem sombra de dúvida ele consegue se comunicar bem com seu público, sem cair no comum, sem recorrer ou apelar, ou seja, além de escrever bem, ele se comunica com seu público alvo -que acredito ser o jovem, mesmo que os livros possam ser lidos por qualquer idade. Em analogia, seria algo como, todo mundo consegue ler[…]

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Até onde vai sua Determinação?

Até hoje me lembro de quando decidi fazer um curso técnico. Por sorte, passei pra onde queria e já na segunda semana queria desistir. Mudanças, pessoas novas, rotina tumultuada (ensino médio, técnico e estágio), porém havia algo que eu queria mais: meu diploma. Sempre trabalhei com informática e ter um diploma, ser capaz de dizer que realmente era técnico de informática, seria um diferencial, tanto como profissional, quanto pra mim como pessoa. E essa perspectiva que me fez continuar o curso e, graças a Deus, eu não me arrependo. Nesse período tumultuado, muita coisa boa aconteceu e o saldo, até hoje, é positivo, já que com a experiência no técnico estou conseguindo levar a faculdade melhor. Uai Bruno, que história emocionante, e o que isso tem a ver com a coluna? Calma, calma, já chego lá. E agora eu te pergunto, até onde vai sua determinação? Até onde ela foi um dia?  E se você fosse proibido de ler? Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia, Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a[…]

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Nada é para sempre

Olá galera, sentiram saudades? Espero que sim \o/ Desculpe a ausência e a demora, mas foi por uma boa causa (espero hehe). Hoje na coluna, resolvi falar sobre o livro “Nada é para sempre“. A história é sobre Sarah, uma menina pacata, estudiosa, nunca fez nada de muito grave e vive a margem das amigas quando o assunto é sexo. Até que, durante as férias, algo de inusitado aconteceu. Donna girou aos meus pés e olhou para mim com seus olhos escuros e enormes. “Meu Deus, você fez?” Soltei uma risadinha. Eu sei: trágico. Eu classificaria “Nada é para sempre” como uma leitura leve. Os elementos contidos no livro são bacanas, porém desenvolvidos muito rapidamente, fato que deixou o fluxo um pouco superficial, em minha opinião. O que gostei muito foi a diagramação que estava muito boa e a capa muito bonita, apesar de simples. Tudo se passa em torno do fato da Sarah finalmente ter conhecido um rapaz e ter tido sua primeira relação sexual e o que isso implicou em vida. A princípio, Sarah parece uma menina muito cabeça, só que no decorrer do livro vemos uma menina muito inocente e frágil, o que por um lado é bom, porque hoje o que tem de garotas de 13, 14 anos nada inocentes… E o livro levanta alguns dilemas interessantes, como por exemplo: Afinal, amor e sexo são a mesma coisa? Com certeza não, mas em pleno pico das atividades hormonais, confundir as coisas é perfeitamente natural; por isso, acredito ser fundamental se policiar para[…]

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E as estrelas, quantas são?

Se for pelo beijo que descobrimos talvez possa lhe dizer sussurrar na sua alma que quero ficar. E se você não quiser nada disso não vou chorar nem lamentar seria injusto culpar o mundo pela oportunidade de conhecer o paraíso naquele seu olhar que em um instante redescobri minha constante. Mas amor é amor não se perde sempre será seu e mesmo que não use estará sempre contigo e você comigo. E minhas palavras estão circulando no silêncio ditas para Lua entregue ao Mar navegando no lago. E apenas posso dizer que tudo seria menos perfeito se não houvesse você. – Silêncio  É dificil começar algo. Imaginar a fala perfeita, o ato preciso, o ato necessário, criar a magia necessária para tornar as coisas especiais. Em um mundo de futilidades, desprezos e banalizações, como tornar cada interação, cada palavra e sentimento, cada versão nossa em algo incrível e especial? Como ser e se fazer perceber? Como contar as estrelas? Como ter certeza do resultado? Seria o impossível uma questão de opinião, ou ele realmente existe? Há várias regras e conceitos para construir e para destruir, mas se demorar muito é apenas um vazio apossado pela frieza do mundo. – O que você sente A primeira vez que li esse livro foi através de um empréstimo, de alguém que passou por minha vida, alguém muito especial. E o mais especial foi ler e viver a história, claro que não da mesma forma, mas de uma forma que trouxe essa sensação. A história é simples, contada de um lado pela perspectiva de[…]

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Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Como abrir mão?

Você já parou para pensar quantas vezes eu aperto o botão delete para conseguir criar a coluna? Quantas palavras são mudadas? Quantas frases são refeitas? Não sei se pensou nisso, nem eu sei ao certo, mas com certeza foram muitas. Só que quando lidamos com o tempo, não há botão delete. Muito menos backspace, os segundos gastos para escrever essas palavras são únicos e nunca irão se repetir, por mais que no segundo seguinte eu possa deletar e reescrevê-la não será a mesma coisa. Isso é um tema batido, só que da mesma forma que sua mãe fala para pendurar a toalha no lugar certo ou arrumar sua cama, muitas vezes nos esquecemos por considerar ser algo banal.

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