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Na vida literária existe uma frase que nunca vamos ser capazes de fugir: “Amigo, este livro é perfeito. Você precisa lê-lo!” E, nos últimos dias, quem veio recebendo está frase no meu ciclo social foi Cinder da Marissa Meyer. E puft! Imagina quem não pode fugir da leitura?!

Marissa Meyer nos apresenta um mundo completamente diferente do que um dia poderíamos imaginar. Um mundo onde humanos, ciborgues e androids coexistem; e Cinder, a protagonista deste conto de fadas, se encaixa na segunda classe social.

Com um passado misterioso, Cinder não se lembra de seus verdadeiros pais, qual é o seu país de origem e muito menos das lembranças antes dos seus onze anos. Diante disso, as únicas coisas que Cinder tem absoluta certeza, é de que foi salva pelos cientistas de um acidente e isso transformou mais de 30% de corpos em peças mecânicas. Ah! E que sua madrasta a odeia com todas as forças possíveis.

Porém, nos últimos dias, Cinder não tem mais certeza de nada. Com o aparecimento do príncipe Kai no mercado e o aumento do surto da doença fatal em Pequim, a situação em sua casa vem abaixo quando sua meia-irmã fica doente.

Tantas perguntas começaram a surgir na minha cabeça com poucas horas de leitura. E a ansiedade de descobrir como Marissa Meyer irá guiar a história te leva a devorar o livro imediatamente. Acho que por isso que levei 8 horas ao todo com o livro! Ou será que não? rs

Quando me indicaram Cinder para ler, utilizaram as palavras “fantástico, maravilhoso, completamente diferente do que você está acostumada a ler“. Sim, concordo com o que falaram, mas não totalmente! Marissa Meyer me surpreendeu ao criar um mundo completamente distópico em que o local vivenciado seja Pequim (nunca li um livro passado na cultura asiática, isso me fez ficar pensando na aparência dos personagens!) e, ainda por cima, utilizando elementos de um clássico conto de fadas.

Confesso, os únicos detalhes que encontramos em igual com o Conto de Fadas original de Cinderela é o príncipe e o ódio da madrasta. Pois as inovações que a distopia proporcionou deram um clima completamente diferente à Cinder. Marissa Meyer ao adicionar ciborgues, androids, trouxe à tona as diferenças sociais, a restauração da monarquia e as suas politicagens o que nos levou a conhecer A Rainha Lunar.

Marissa Meyer soube guiar e desenvolver bem Cinder, chegando aplicar no livro a intercalação de personagens no momento da narração. O que me surpreendeu foi o fato da visão não ficar apenas na protagonista e no príncipe Kai, mas a visão abrangeu o Doutor, o que melhorou o desenvolvimento dos fatos, não deixando o livro parado ou repetindo sempre a mesma situação.

Apesar de existir inúmeros elementos que me agradaram no primeiro volume das Crônicas Lunares, uma falha na escrita acabou me fazendo pensar “Ei, este livro não é tão fantástico assim!“. Não sei vocês, caros leitores, mas gosto de livros que me façam pensar, desfechos que me deixem de boca aberta e isso não aconteceu em Cinder. Marissa Meyer em todo o livro deu inúmeras dicas (declarou bem no início do livro) como seria o final e as descobertas foram óbvias que me fizeram pensar “É isso mesmo, Cláudia?“.

Cinder é o primeiro livro da série de quatro volumes, Crônicas Lunares, escrita por Marissa Meyer. Apesar de algumas falhas, estou animada para a continuação e para saber como a autora vai continuar contando a história de nossa Cinderela Robótica!

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