Doctor Strange [Crítica]

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Stephen Strange leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda por completo quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido as falhas da medicina ocidental, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um local chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. A frustração surge quando descobre que não é um centro médico, mas um local no qual busca-se conhecimento e aprende-se lutar contra forças malignas que deseja destruir nossa realidade. Ele passa treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidi se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

Meus amigos falam que quando o assunto é filme de heróis acabo me transformando em uma pessoa insuportável. Vejam bem, é necessário ser chata quando os filmes de super-heróis acabam retomando as telinhas do cinema e ainda conseguem conquistar velhos e novos fãs. Preciso ser chata quando HQs são relançadas e modificam a história para acompanhar os filmes ou ganham aparência dos atores que os interpretam. A situação ainda piora quando determinados filmes seguem uma mesma narrativa – Alô Marvel, muda um pouco. Agora fica justificável por que sou um pouco chata?

Pensando um pouco na previsibilidade da narrativa da Marvel para Doutor Estranho, decidi não ler nenhuma resenha e apenas me sentar em alguma poltrona no cinema e acompanhar a história e podemos dizer que apesar de manter algumas reclamações para construção da história – isso vem mais da Marvel – no geral, o filme acabou ganhando o meu coração pelos motivos que os quais logo saberão.

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Sinopse: Stephen Strange leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda por completo quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido as falhas da medicina ocidental, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um local chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. A frustração surge quando descobre que não é um centro médico, mas um local no qual busca-se conhecimento e aprende-se lutar contra forças malignas que deseja destruir nossa realidade. Ele passa treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidi se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

PONTOS POSITIVOS:

1) ELENCO – A única coisa que sabia do filme era a presença do Benedict Cumberbatch no papel de Doutor Estranho – uau, você é inserida no universo cinematográfico não é mocinha – e acabei me surpreendendo ao ser recepcionada com Tilda Swinton – no papel de ancião e Mads Mikkelsen como Kaecillius (o vilão).

A interpretação de Benedict em Doutor Estranho fora ótima. Não apenas a “semelhança” entre o hq, mas especialmente na drama que envolve o personagem acabou sendo sentida. Estou desejando assistir o filme legendado, pois as piadas em português apesar de funcionarem, acabam sendo um pouco “hum…” nas cenas por causa do ar que é transmitido pela mesma. As referências em inglês e o sotaque do ator devem tornar as piadas mais significativas.

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Dois pontos importantes que devem evidenciados no elenco é a mudança de gênero do Ancião. O ancião para o diretor do filme é mais um título o que não deve significar apenas alguém do gênero masculino e a interpretação da Tilda acaba sendo magnífica e ao mesmo tempo misteriosa e a representação Barão Mordo um discípulo da Anciã como negro- referência da animação – e alguém tornara significativo para a Doctor Strange 2.

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2) EFEITOS 3D – Não gosto de assistir filmes 3D, pois eles não funcionam para mim e grande parte acabam sendo uma frustração por ser poucos os efeitos, porém, o universo mágico que é inserido Strange não apenas usou o 3D como abusou e acabou sendo o principal ponto positivo. Os efeitos não apenas casaram com a ambientação e o uso dos efeitos psicodélicos na composição do filme. A arte acabou sendo magnífica, isso pode até ser refletido nos atores que não precisaram forçar em suas interpretações, pois o roubo da cena em 80% dos casos foi dos efeitos especiais.

3) Referências – Talvez vocês devessem pular essa parte se ainda desejam assim, pois, isso pode significar um SPOILER, porém, é necessário expressar minha felicidade em perceber o cuidado de não apenas inserir o Dr. Strange no universo dos filmes (podemos dizer que o personagem já estava sendo preparado em Thor 1 e Thor 2 – se basearmos nas referências), mas fazer referências aos acontecimentos dos outros filmes.

Quais são as referências? Antes de mais nada referência ao grupo mais poderoso da terra: Os Vingadores. Não apenas isso, mas em certo momento o filme mostra o prédio dos Vingadores localizados em Manhattan. Se você presta bastante atenção nos filmes do Thor e Vingadores compreende a importância das pedras do infinito e o quanto elas representam no contexto de Avengers: Infinity Wars. No filme não prende-se na explicação sobre as pedras, mas você verá uma em ação.

O filme contém outras referências que farão mais sentindo após assistir o filme e discutirmos as HQs, mas o filme faz referência ao cotidiano e com piadas bem engraçadinhas.

BÔNUS – É necessário ficar até o final do filme! Você está sendo presenteado com duas cenas bônus que ligam os universos dos filmes de modo fantástico e ainda mostra quem é o verdadeiro arqui-inimigo de Dr. Strange nas HQs.

PONTOS NEGATIVOS:

NARRATIVA: Os filmes da Marvel acabam obedecendo sempre a mesma construção de narrativa. Não importa o quanto venhamos reclamar, sempre somos presenteados com as mesmas composições e isto não é diferente em Doctor Strange. A história caminhava para um final maravilhoso, porém, o que falha na Marvel são grandemente os vilões. Cria-se tanto uma expectativa sobre os mesmos, mas a forma com que os problemas são resolvidos acabam sendo frustantes ou como apesar do herói ser inexperiente consegue lutar e vencer quem tem anos de prática e aonde começa surgir as falhas da narrativa.

Não sei se devo considerar isso como falha do filme, porém, o mesmo deixa um questionamento: Quem é o novo Mago Supremo?

Publicado em: 17/nov/2016.
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Em: ResenhasSéries/Filmes

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Sobre o autor

Debora Queiroz
Debora Queiroz

Cristã-protestante, futura historiadora e saxofonista.

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