E as estrelas, quantas são?

Se for pelo beijo que descobrimos

talvez possa lhe dizer

sussurrar na sua alma que quero ficar.

E se você não quiser nada disso

não vou chorar nem lamentar

seria injusto culpar o mundo

pela oportunidade de conhecer o paraíso naquele seu olhar

que em um instante redescobri minha constante.

Mas amor é amor

não se perde

sempre será seu

e mesmo que não use

estará sempre contigo

e você comigo.

E minhas palavras estão circulando no silêncio

ditas para Lua

entregue ao Mar

navegando no lago.

E apenas posso dizer

que tudo seria menos perfeito

se não houvesse você. – Silêncio

 É dificil começar algo. Imaginar a fala perfeita, o ato preciso, o ato necessário, criar a magia necessária para tornar as coisas especiais. Em um mundo de futilidades, desprezos e banalizações, como tornar cada interação, cada palavra e sentimento, cada versão nossa em algo incrível e especial? Como ser e se fazer perceber? Como contar as estrelas? Como ter certeza do resultado? Seria o impossível uma questão de opinião, ou ele realmente existe?

Há várias regras e conceitos para construir e para destruir, mas se demorar muito é apenas um vazio apossado pela frieza do mundo. – O que você sente

Sem-t-25C3-25ADtulo-1-5B1-5D1-300x216

A primeira vez que li esse livro foi através de um empréstimo, de alguém que passou por minha vida, alguém muito especial. E o mais especial foi ler e viver a história, claro que não da mesma forma, mas de uma forma que trouxe essa sensação.

A história é simples, contada de um lado pela perspectiva de Alice e de outro pela perspectiva de Carlos. Uma história simples, do jeito que gosto, porém de uma profundidade enorme… Diria que até um pouco complexo, diante dos sentimentos que temos que lidar ao nos colocarmos na pele das personagens e, inclusive, quando eles se colocam em nossa pele. Ficção e realidade se fundem  de uma forma incrível.

Pergunto-me como fui gostar assim de você

disseram-me que não há como imaginar

é apenas uma reciprocidade

um entrelaçamento ou um simples acaso.

Vi o livro em um promoção e resolvi comprar. Não sou fã de deixar as coisas boas para trás porque um relacionamento não deu certo, seja ele qual for. O momento é esse, ele não irá voltar e querer jogar fora tudo que faz desse momento algo bom é como jogar a própria vida na lata de lixo. Não estou falando para que você olhe o passado e viva nele, simplesmente estou dizendo para não desvalorizar o passado pelas coisas ruins que dele decorreram. O namoro que terminou não anula os bons passeios, as boas noites, os beijos simples e especiais, são fatos que construíram sua história, e no livro de nós mesmos editar as partes ruins não fará o livro vender mais ou menos. Às vezes, são essas retiradas que o impedem de ser um best seller. E eu vejo muito isso, pessoas terminando namoro e devolvendo as coisas, como se todo aquele momento houvesse um contrato de aluguel. Se não quiser mais alguma coisa, jogue fora, doe, recicle, ou simplesmente deixe de lado. O que cura não é tentar esquecer, não é jogar fora, é o movimento. O movimento da vida, das coisas, dos fatos. Esquecer não é esquecer, esquecer é agradecer pela oportunidade de ter vivido algo que decidimos viver, mesmo nada saindo como o imaginado, serviu para moldar as coisas maravilhosas que estão por vir.

Fico com medo

tenho medo

é um medo que me faz ficar e não há porque fugir

quero que esse algo leve-me para algo além

que o nada tem me mostrado.

Ninguém irá contar as histórias sem emoções, ninguém vive uma história emocionante sem se desafiar a cada dia. Sem persistir. Na teoria, é tudo muito perfeito. Porém, a cada segundo, o universo está mudando e nunca sabemos ao certo quando ele estará em sintonia conosco novamente.

– Você não voa porque tem medo de cair!Não tenho coragem de voar, nasci sem paraquedas.- Assim você não vai voar nunca! – e me explica que na vida é melhor ter lembranças ruins do que arrependimentos. – Página 10

Alice é a típica garota que não se destaca em uma primeira olhada, mas se você olhasse em todas as partes, em todo mundo, seria ela que você iria querer ao seu lado. Carlos é o típico garoto atrapalhado que não sabe como chegar nas garotas. A combinação que tende a dificultar as coisas. Se você pensar bem, as histórias não são feitas por quem tem facilidade de seduzir, de conquistar, de levar para cama; as histórias são feitas pelo amor relutante em existir, em o medo de como se aproximar, em tornar a pessoa tão importante que esquecemos que no caso de levar um não, haverá milhares de outras pessoas incríveis para a gente conhecer, só que nunca conhecemos.

O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece. – Charles Bukowski

A coluna de hoje não é sobre algum tema especifico, é sobre um livro que gosto muito e que foi especial em um determinado momento de minha vida e eu recomendo a leitura, é uma leiturinha comum do mundo Juvenil, porém contada de uma forma muito, muito, muito significante, ao menos para mim.

Uma música antiga dizia:

“Você sabe tudo sobre a realidade do mercado, e nisso eu admito ser uma negação. Mas, para inventar o que não existe, talvez eu seja melhor do que você … Você tem o dinheiro; eu, a sorte de encontrar flores no lixo. Porque, para encontrar o que não existe, talvez eu seja melhor que você.
Então, é melhor deixar para lá as contas e os números.
Você sabe quanto amor tem dentro de si? Um quilo? Um litro?
Não sabe, não é?
Então esqueça a matemática.
Invente o que não existe.
Porque o que existe é de todo mundo.
Mas, se você conseguir encontrar o que não existe, então tem algo que é só seu. E se alguém mais enxergar o que só você vê, então encontrou alguém que se entregará.
Não o deixe escapar. Detenha-o! Escreva sobre ele!
As histórias são como pessoas.
Não são feitas para ficar sozinhas.
Em algum lugar do mundo existe alguém que vive uma história semelhante à sua.
Olhe em volta!
Esse alguém não está tão longe de você.
É a outra metade do livro.
Não perca tempo escrevendo outras páginas…
Procure-o!
O resto, vocês escreverão juntos.
Porque não existe nada mais feliz do que duas histórias que se misturam.” – página 7 

E você? Qual livro faz parte de algum momento da sua vida?

São livros como esse que me fazem acreditar cada dia mais no poder da leitura, no fascínio da imaginação, me ajudando a aprender e a absorver a magia que o mundo anda dissipando e que a cada dia é mais dificil de encontrar, porém simples, desde que exista um passo de disposição. E a magia que me refiro não é nada sobrenatural, é aquela sensação que algo incrivelmente impossível está acontecendo, não por impossibilidades, mas sim por ser algo inabitável no plano de perspectivas.

Até a próxima!

Sobre o autor

Bruno Luiz Mattos Oliveira
Bruno Luiz Mattos Oliveira

Nasceu em 1990 e mora em Cariacica (ES). É empreendedor, técnico em informática, formado em Sistemas de Informações e autor do livro No Encontro de Uma Constante. Não dispensa um bom rock.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar esses marcadores HTML e seus atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Copyright © 2011-2015. Desenvolvido por String - Tecnologia e Web.