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Quando eu li a sinopse de Eu Te Vejo, primeiro livro da trilogia “Dei Sensi” (dos sentidos, em tradução livre), eu fiquei bem animada. Além de ser um livro italiano, ele de fato se passa na Itália, e os personagens pareciam ser incríveis. Elena é uma restauradora de 29 anos que nunca teve uma paixão daquelas arrebatadoras. Leonardo, um renomado Chef, invade a vida dela – ou melhor, seu espaço de trabalho, já que ele é convidado para se hospedar no palácio onde Elena está restaurando uma pintura – e muda isso. Ele mostra a ela como é a vida quando você aprende a sentir o prazer com todos os sentidos. Itália, artes, cozinha, e o que parecia ser uma relação bem apimentada. Tinha tudo pra eu me apaixonar.

Só esqueceram de avisar que tinha mais um cara nessa história…

Eu te vejo - foto 1

Entenda, querido leitor, que quando você pega um livro pra ler com certas expectativas em cima do que lhe é dito pela sinopse, é um pouquinho frustrante descobrir que aquilo era só um dos lados da história. Romântica irrepreensível que sou, e uma curiosa de marca maior, comecei Eu Te Vejo sem nenhuma expectativa de romance, só um caso tórrido de paixão entre Elena e Leonardo – não sou tão idiota em esperar algum romance em um livro erótico que nem mesmo insinua isso na sinopse. E, bem, o romance não acontece entre eles dois.

Mas acontece entre ela e Fillipo. E foi aí que a coisa foi toda por água abaixo. *Tá, nem toda, mas grande parte.*

Fillipo é um grande amigo de Elena, desde os tempos em que ela era só uma caloura na faculdade. Ou seja, eles são amigos de longa, longa data. E ele é aquele tipo de amigo que, mesmo depois de anos, ainda se lembra das preferências da amiga, sabe o que faz ela feliz e tenta de todo não se manter afastado. E, obviamente, ele está apaixonado por Elena. Obviamente.

Porque, Irene, você se atreveu em dividir tão claramente a vida amorosa da vida sexual de Elena?

É exatamente isso que acontece: Leonardo é o cara despreocupado, sem nenhum vínculo emocional e que faz com que Elena sinta tudo que ela nunca sentiu antes. É o que faz ela perceber que existe um lado da vida que ela ignorou até então. E Fillipo é o cara que mostra para ela como é ter alguém que te ame ao seu lado, alguém que se importe. Independente de quem ela escolhe, Elena amadurece muito nas páginas desse livro. Ela aprende a se ver de uma nova maneira, e aprende também o que é melhor pra ela. É bom ver uma personagem que não é infantil/boba/completamente obtusa quanto ao seu poder desabrochar como ela fez.

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O livro é MUITO bem escrito. Muito. Tanto o romance quanto o sexo são descritos de forma que o leitor consiga estar na cena, e a autora sabe como ambientar aquele que está lendo sua obra. O erotismo não é vulgar mas ainda assim é intenso – o que é um ponto a mais a favor do livro, já que tem muito livro erótico por aí que chega a ofender quem lê com tanta vulgaridade.

O desfecho do livro foi completamente inesperado – de um ponto positivo pra mim, mas provavelmente nem um pouco agradável para outras leitoras. Se você quiser um livro erótico que não te faça cansar em dez páginas por só ter sexo e palavrões, essa é uma boa opção. Mas, se por um acaso você for uma pessoa romântica, talvez essa não seja uma boa opção. Não tem como torcer pelo bad boy quando ele ignora qualquer resquício de sentimento em uma relação, ainda mais quando tem alguém tão bonito quanto ele e romântico por perto.

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