Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Como abrir mão?

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Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam 'Extremamente alto & incrivelmente perto'. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso - uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica.

Roxo

Li o primeiro capítulo de “Uma breve história do tempo” quando o Pai ainda estava vivo e fiquei com as botas incrivelmente pesadas ao perceber como a vida é relativamente insignificante e como, se comparada ao universo e com o tempo, a minha existência não faz diferença nenhuma. Enquanto o Pai me botava na cama àquela noite e conversávamos sobre o livro, perguntei se ele podia imaginar uma solução para esse problema. “Que problema?” “O problema da nossa relativa insignificância.” ele disse “Bem, o que aconteceria se um avião largasse você no meio do deserto do Saara e você pegasse um único grão de areia e o movesse um milímetro?” Falei “Eu provavelmente morreria de desidratação.” Ele disse “Estou falando só daquele momento, quando você movesse o pequeno grão de areia. O que isso significaria? Falei “Eu não sei, o quê?” Ele disse “Pense nisso” Pensei naquilo. “Acho que eu teria movido um grão de areia” “E isso significa o quê?” “Significaria que movi um grão de areia?” “Significaria que você transformou o Saara.” “E daí?” “E daí? O Saara é um deserto imenso. E existe há milhões de anos. E você o transformou!” “É verdade!”, falei, me sentando. “Transformei o Saara!” “E isso significa o quê?” “O quê? Me diga.” “Bem, não estou falando em pintar a Mona Lisa ou achar a cura para o câncer. Estou falando somente de mover um milímetro aquele grãozinho de areia.” “É?” “Se você não tivesse feito isso, a história da humanidade teria sido de um jeito…” “Hum-hum” “Mas você fez, portanto …” Fiquei em pé na cama, apontei o dedo para as estrelas de mentirinha e gritei: “Mudei o curso da história da humanidade!” “Isso mesmo.” “Mudei o universo!” “Mudou.” “Sou Deus!” “Você é ateu.” “Eu não existo” Caí de costas de volta para cama, nos braços dele, e rachamos o bico juntos.

Você já parou para pensar quantas vezes eu aperto o botão delete para conseguir criar a coluna? Quantas palavras são mudadas? Quantas frases são refeitas? Não sei se pensou nisso, nem eu sei ao certo, mas com certeza foram muitas. Só que quando lidamos com o tempo, não há botão delete. Muito menos backspace, os segundos gastos para escrever essas palavras são únicos e nunca irão se repetir, por mais que no segundo seguinte eu possa deletar e reescrevê-la não será a mesma coisa. Isso é um tema batido, só que da mesma forma que sua mãe fala para pendurar a toalha no lugar certo ou arrumar sua cama, muitas vezes nos esquecemos por considerar ser algo banal.
Proponho um desafio para você, todo mundo fala para planejar os próximos cinco anos, que tal planejar os próximos 200 anos? Eu sei, eu sei, é injustiça, 200 anos é muito tempo (será?). Mas tente. Se realmente tentar, poste nos comentários suas conclusões. Ah, você não precisa estar vivo, seus filhos podem continuar o seu planejamento.

 Você sabe que horas são?

“Eu estou sempre feliz, você sabe por quê? Porque não espero nada de ninguém, esperar sempre dói, a vida é curta, por isso ame a vida, seja feliz e sempre sorrindo, viva para você e lembre-se: Antes de falar, escute; antes de escrever, pense; antes de machucar, sinta; antes de odiar, ame; antes de desistir, tente; antes de morrer, VIVA.” – William Shakespeare

No inicio não havia entendido bem a frase e fiquei me perguntando “Como não esperar nada de ninguém?”, mas acho que agora talvez tenha entendido. Sempre vamos esperar algo, faz parte e é justo, porém o segredo estar em abrir mão.
Seu amigo não é mais tão amigo, abra mão.
Seu amor não é mais tão amável? Abra mão.
Seu emprego não lhe traz felicidade? Abra mão.
E são tantos exemplos…

No entanto, há um preço a ser pago por quem deseja ser livre…

Não espere que o mundo mude, mude você mesmo, como uma amiga uma vez me disse, só podemos exigir mudanças de nós mesmos. E é assim mesmo, não dá pra esperar que no dia de amanhã tudo se resolva, o tempo é muito curto, não porque existe pouco dele e sim porque nunca sabemos quanto há dele… se amanhã estaremos vivos, se amanhã teremos os recursos que temos hoje, é algo clichê só que as vezes não podemos fugir dos clichês da vida, assim como você não pode fugir da sua mãe mandando você arrumar sua cama – a menos que você a arrume antes dela mandar.

“Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam ‘Extremamente alto & incrivelmente perto’. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso – uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica.” Extremamente Alto & Incrivelmente Perto – Jonathan Safran Foer

O que posso dizer desse livro? Acredito ser um tipo de livro que todo mundo deveria ler, uma história de personagens incríveis, mesmo que alguns rápidos. É um livro que te faz pensar muito sobre muitas coisas, gruda na sua cabeça, traz felicidade, traz dor, traz sorrisos, lágrimas, mas acima de tudo, esperança. Não podemos mudar muitas coisas, não mesmo, infelizmente as coisas são assim e felizmente que sim. Precisamos aprender o que é ser humano, nossas limitações, conhecer a nós mesmos e assim tornar tudo mais incrível.

SIM NÃO

Às vezes, precisamos abrir mão até de nós mesmos e, para resolver alguns conflitos, eu adotei a seguinte frase “Fazer o que é certo sem medo de dar errado.”. Mesmo cada um tendo o seu referencial do que é certo, há coisas que são absolutas, como o respeito – não podemos escolher algo se isso significa não ter um ato de respeito para o nosso próximo.

“O que realmente se perde nunca mais terá
algumas coisas demoram demais para existir
para nos dar tempo de existir de novo.”

Nem sempre estamos prontos para abrir mão de algo no momento que precisamos abrir, não é fácil admitir que precisamos retornar ou mudar, desistir, principalmente admitir, mas é justamente o admitir que deixa tudo mais claro, que nos ajuda a traçar nossa rota e ir, ir sem dúvidas ou receios, dispostos a realizar tudo que nos pretendemos a realizar mesmo diante das adversidades.

Ha ha ha!

Em 1992, um container caiu no mar em seu caminho da China para os EUA, soltando 29 mil patos de borracha no Oceano Pacífico. 10 meses depois, o primeiro desses patos foi levado à Costa do Alasca. Desde então, esses patos têm sido encontrados no Havaí, América do Sul, Austrália, e viajando vagarosamente pelo gelo do Ártico. Mas 2 mil desses patos ficaram presos no Giro Pacífico Norte, uma vórtice de correntes, movendo-se entre o Japão, Alasca, Nordeste do Pacífico e Ilhas Aleutas. Itens que são pegos pelo giro, geralmente ficam nele, condenados a viajar no mesmo caminho, para sempre circulando nas mesmas águas. Mas nem sempre. Seus caminhos podem ser alterados por uma mudança no clima. Uma tempestade no mar, um encontro casual com um grupo de baleia. 20 anos após os patos de borracha serem perdidos no mar, eles ainda estão chegando em praias ao redor do mundo. E o número deles no giro diminuiu, o que significa que é possível se libertar. Mesmo após anos circulando as mesmas águas, é possível encontrar um caminho para a costa. – Touch

Lidar com sentimentos não é uma tarefa fácil, confrontar a bifurcação entre mente e corpo, onde a vontade e a realidade se encontram e nos puxam com mesma intensidade, pois são nossas perspectivas que irão alimentar o lado vencedor. Por isso, não importa a sua situação, seu problema, seu temor ou dificuldade, seja ela nobre ou banal, pense, pense e pense. Muito do pouco às vezes é o suficiente. Aquela tão tênue fé pode ser o que irá te manter de pé quando precisar abrir mão de algo.

Meus olhos estão degringolando

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E se você leu tudo e chegou aqui… Parabéns! Você é uma pessoa cem dólares o/

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto também tem filme, mas não foi muito divulgado no Brasil (eu acho). O filme é muito bom, porém o livro é mil vezes melhor, mas dá para entender, o livro tem muitas vertentes e não daria para abordar tudo no filme, mas o que é abordado no filme não deixa a desejar e vale a pena ver – só que minha recomendação é ler o livro primeiro.

Promoção

Bom, não sei bem se pode ser chamado de promoção, mas a ideia é a seguinte: No meu facebook, lancei uma campanha, onde esse ano irei dar seis livros para quem se prontificar a fazer o mesmo. É simples, se você aderir a campanha, receberá um livro meu, mas terá que fazer a mesma campanha, ou seja, terá que presentar seis pessoas com um livro. No meu caso será um livro por bimestre. Quem quiser participar, basta falar nos comentários “eu quero” e deixar o link do seu facebook, eu irei criar um evento e realizar o convite. Nesse primeiro bimestre, o livro será “As vantagens de ser invisível” e só há três vagas. Se você realmente quiser abrir mão de seis livros seus, aqueles que você gostou muito e quer que outras pessoas leiam, essa promoção é para você o. Os escolhidos serão por ordem, não haverá sorteio.

Masssssssssssssssssssss, não fique triste, caso goste da campanha/promoção e não for escolhido, faça a sua própria. o/

Mas Bruno, e se a pessoa não cumprir o combinado? Simples, irei rezar pela pessoa, e quando eu rezo COISAS acontecem kkkkkkkk.
Brincadeira, eu confio nos leitores do blog *_*.

Gostaria de agradecer a Nica mais uma vez por me dar a Honra de postar no blog e continuar a conversar com vocês, podem ter certeza que um dos melhores momentos do mês é quando venho aqui escrever, quando fico pensando no que escrever e quando vejo nos comentários que vocês gostaram o/.

Obrigado pessoal e, caso queiram sugerir o próximo tema, só gritar nos comentários! Desejo a todos um ano muito, muito, muito, muito, muito ….. muito, muito bom.

 

Publicado em: 14/jan/2013.
Livro enviado como cortesia.
Título original: Extremely Loud and Incredibly Close
Páginas: 392
ISBN: 8532520561
Skoob: Clique aqui para acessar

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Sobre o autor

Bruno Luiz Mattos Oliveira
Bruno Luiz Mattos Oliveira

Nasceu em 1990 e mora em Cariacica (ES). É empreendedor, técnico em informática, formado em Sistemas de Informações e autor do livro No Encontro de Uma Constante. Não dispensa um bom rock.

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