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Quando terminei de ler Reiniciados, fiquei morrendo de ansiedade por Fragmentada, continuação dessa distopia maravilhosa, escrita pela autora Teri Terry. Assim que a Paulinha, da Farol Literário, liberou os pedidos para solicitação de Fragmentada, não pensei duas vezes e mandei e-mail correndo. O cliffhanger que a autora deixou no primeiro livro tinha me deixado completamente louca e sedenta por mais.

Graças a Deus, Teri Terry consegue manter a fórmula de sucesso do primeiro livro da trilogia e nos entrega um segundo volume maravilhoso e, por incrível que pareça, ainda melhor que o primeiro. *Essa mulher só me surpreende, gente!*

No último livro, Kyla estava começando a lembrar-se de quem ela era antes de ser reiniciada. Porém, com essas novas memórias , assim como a esperança de conhecer mais sobre si mesma, vêm também o medo e um monte de imagens assustadoras: como os terroristas, os loucos funcionários do governo e um grande drama familiar. E se isso tudo já não fosse suficiente, ela ainda está tentando descobrir o que aconteceu com Ben.

Em FragmentadaKyla começa a descobrir mais sobre sua personalidade, sobre quem ela, de fato, é. Imagina a confusão na mente de qualquer pessoa que, além de ter consciência de que foi Reiniciada e de que, teoricamente, teve suas memórias anteriores apagadas, ela ainda conseguisse lembrar não só de um passado, mas de dois? Kyla descobre que, além de Lucy, ela também era Chuva, uma suposta terrorista adolescente, parte integrante do grupo R.U. Livre.

Para piorar ainda mais as coisas, Kyla reconhece seu professor substituto, o Sr. Hatten, como alguém de seu passado, mais precisamente, Nico, um dos terroristas antigovernamentais, que mexe com ela de uma maneira desconfortável e, ao mesmo tempo, tranquilizadora. Sem contar no número de Lordeiros espalhados por toda parte, incluindo sua residência. *A mãe adotiva de Kyla é filha do primeiro Líder dos Lordeiros.*

Nesse meio tempo, nossa jovem protagonista ainda está tentando desvendar o que aconteceu com Ben. Será que ele realmente morreu? Kyla desconfia que não, principalmente quando sua mãe aconselha a mãe de Ben a esquecer do ocorrido e, logo a seguir, a casa da família do garoto pega fogo com seus pais dentro. Ou seja, há muito mais coisas rolando do que os olhos podem ver.

Com um pano de fundo ainda mais inseguro, ainda mais perigoso do que o primeiro, Fragmentada nos traz uma Kyla confusa, não só em relação a quem ela é – ou foi –, mas também dividida entre os terroristas e os Lordeiros. Afinal, quem está falando a verdade? Quem é o verdadeiro inimigo? Kyla se vê no meio de uma guerra que talvez não seja, de fato, sua. Será que Nico é quem diz ser? E seu pai adotivo? O que ele esconde que tem deixado sua mãe adotiva tão fria em sua presença? Em quem ela pode verdadeiramente confiar?

Todos esses questionamentos e os acontecimentos que se desenrolam farão parte da construção da nova Kyla: mais determinada, menos medrosa, mais consciente de seus próprios passos. Preparem-se!

Amy, a irmã adotiva de Kyla, ainda não me desce. Ela pode ter se safado, em parte, nesse segundo livro, mas sei lá… Ninguém, ainda que reiniciado, é 100% bom o tempo todo. Até os melhores de nós têm seus defeitos, dão ou já deram suas escorregadas. Eu continuo achando, com mais bases agora, que ainda que alguém tenha sido reiniciado, sua essência permanece lá, escondida, esperando o momento certo de aparecer…

Agora, tentando não soltar spoilers… risos

Não posso deixar de comentar sobre Katran e Cam. Katran conhece Chuva desde antes de ela ser reiniciada, durante o período em que fez parte do R.U. Livre e era preparada para o que teoricamente seria sua maior missão. Pude sentir certo clima no ar… Confesso que achei fofo e torci para que eles tivessem algum romance… Ela merece né? Sei que Ben era o amor da nova vida dela, mas Katran fez parte de seu passado e, no fundo, sempre se importou com ela. Já Cam é uma personagem nova, altamente suspeita e intrigante…

Estou muito animada – e ansiosa – para ver como Teri vai concluir essa trilogia. Kyla / Chuva / Lucy ainda tem muito a aprender sobre si mesma e o que está acontecendo ao seu redor, já que você nunca sabe quais segredos serão revelados e mudarão totalmente a visão da personagem e da própria história.

Fragmentada é uma continuação incrivelmente forte e que faz jus ao que eu disse na resenha de ReiniciadosTeri Terry nos entrega uma distopia diferente, irreverente e brilhante, capaz de conquistar a todos, inclusive aqueles que não são tão fãs do gênero. A escrita de Teri é suave, imprevisível e deixa o leitor querendo mais e mais.

Fragmentada é, simplesmente, viciante e envolvente. Terry consegue criar suspense atrás de suspense, nos levando aos limites da nossa imaginação. A voz de Kyla é tão refrescante e, assim como ela, você quer respostas para muitas perguntas. Com novas questões levantadas neste livro, eu não sei como esta série vai acabar. *E eu estou contando os dias, roendo as unhas de ansiedade para descobrir como tudo termina…*

 

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