Ligeiramente Pecaminosos

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Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia. Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos. Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Sabe aquela sensação de despedida? Então, Ligeiramente Pecaminosos é o quinto livro da série Os Bedwyns e foi o que achei mais divertido. Os personagens são cativantes e inesquecíveis. Neste quinto livro temos a história de lorde Alleyne Bedwyn, que agora posso contar que perdeu a memória no quarto livro após um ferimento na Batalha de Waterloo. E Rachel York, que mora num bordel após uma série de desventuras em sua vida, mas que é sobrinha de um baronete que não faz ideia de sua atual condição. Para completar a história temos Bridget Clover, Flossie Streat, Geraldine Ness e Phyllis Leavey são as prostitutas que abrigam lorde Alleyne após ter sido ferido e levado inconsciente para a casa das “damas”. O mais interessante é que Mary Balogh destacou um talento que cada mulher tinha, mas devido a inúmeras circunstâncias da vida, tiveram que recorrer a prostituição para não morrerem de fome.

Após Rachel York cair nas graças de um impostor, o reverendo Nigel Crawley, e de sua falsa irmã, levando todas as suas economias e joias, bem como das mulheres da casa, a situação ficou bastante difícil. Como era uma prática, abominável por sinal, de revistar os mortos e feridos da Batalha a fim de encontrar algo de valor, elas não voltaram para casa com nenhum pertence de algum falecido desconhecido, mas voltaram com um homem belo, sem identidade e inconsciente e com a ajuda do sargento William Strickland que havia perdido um olho em combate. Quando lorde Alleyne acorda ainda consegue ter o mesmo ar descontraído.

– Morri e fui para o céu – murmurou, fechando de novo os olhos. – E o paraíso é um bordel. Ou seria um inferno cruel, já que, lamentavelmente, pareço incapaz de aproveitar as vantagens da minha boa sorte?

A partir daí a trama está completa! Todos no bordel não fazem ideia de quem é o desconhecido, mas como ele fala bem e tem uma boa postura, pensam que ele pode ser algum aristocrata. E nessa situação é que Rachel traça um plano para tirar todos da penúria: fingirá casamento com ele para que possa retornar à casa do tio e reaver as jóias de sua mãe que receberia de herança após se casar. E lorde Alleyne que continua desmemoriado passa a se chamar Sr. Jonathan Smith!

Rachel está desesperada com a situação em que deixou as mulheres do bordel, pois por sua responsabilidade, o falso reverendo roubou suas amigas. Nesse momento de angústia e após o Sr. Smith acordar, ela pensa em um plano para reaver as joias: fingir para o tio que se casou com o Sr. Smith e recuperar sua herança.

– O Sr. Smith vai a Chesbury comigo, passando-se por meu marido. Vamos conseguir a aprovação do meu tio para o nosso casamento e ele me entregará a minha herança. Então, poderei vender uma peça ou duas e iremos atrás do Sr. Crawley, se for o que desejarem. E o Sr. Smith partirá em busca de seu lar e de sua família.

O plano parece perfeito, mas seu tio, o barão Weston de Chesbury Park,  que não sabe de seu paradeiro, mas que sente sua falta e Rachel pensa que o tio não a tem em boa estima devido ao passado da mãe. Bom, impressões a parte, quando Rachel chega em Chesbury se depara com uma casa mal cuidada, funcionários omissos e um tio doente.

Nesse contratempo, fica cada vez mais difícil esconder a atração entre Smith e Rachel e vai se delineando o destino de todos os outros personagens, ao tempo em que Alleyne tem fragmentos de cenas de sua vida e se angustia por pensar em passar o resto da vida sem saber que é. A história vai desencadeando diversos acontecimentos tanto na vida em comum de Rachel e Alleyne, quanto separados. Aquelas coisas que deixamos pelo caminho vão se restabelecendo. E o final não poderia ser melhor!

Gosto desse livro, primeiramente porque é bem divertido, as personagens do bordel tem muito carisma, Rachel é uma protagonista doce, encantadora, mas de muita opinião e de personalidade forte. Alleyne, mesmo não sabendo quem é tem, continua com o mesmo bom humor contagiantes. Já o sargento William Strickland finalmente acha uma função após não poder estar mais no exército.

Quanto ao talento de Mary Balogh, para mim é inquestionável. E o que me atrai em sua escrita é que ela criou um universo de personagens com trajetórias diversas, mas que se complementam no que falta no outro. Só de escrever sobre o quinto livro, já me sinto nostálgica, mas é muito bom concluir algo e sempre que posso, eu releio os livros.

Eu recomendo a série Os Bedwys porque trata de família, responsabilidades e amor. <3

 

 

 

 

 

 

Publicado em: 11/ago/2017.
Título original: Slightly Sinful
Páginas: 272
ISBN: 9788580416176
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Em: LivrosResenhas

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Sobre o autor

Priscila Ribeiro
Priscila Ribeiro

Ou Pri! É formada em Geografia, vegetariana, ama animais, tem alguns gatos e um cachorro. Nasceu no Rio de Janeiro, mas não se considera de um só lugar, seria meio egoísta, já que o mundo é tão grande... É cristã, ama viajar, ler e adora as viagens que um bom livro permite. É cinéfila, ama brigadeiro e fazer brownies.

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