Literatura ao nosso alcance

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Olá galerinha!!!

Trago para vocês mais uma postagem coletiva do Projeto que venho participando com outros blogs! O tema de hoje é bem interessante e polêmico. Os preços dos livros são fonte constante de reclamações. Vale a pena pagar até sessenta reais (ex.: Rocco) em livros de ficção? O e-book pode ser valorizado devido aos preços mais acessíveis?

Atualmente, com as inúmeras ferramentas disponíveis, tais como livros, e-readers, tablets, smartphones e afins, acredito que o acesso à Literatura está cada vez mais fácil. No entanto, todos esses meios de leitura tem seus prós e contras. E é justamente sobre estes que falarei nesse post, sem deixar de responder as perguntas principais do Projeto.

Comecemos falando sobre os livros…

Hoje temos várias livrarias espalhadas pelo país, salvo alguns lugares que, infelizmente, ainda não têm. Fato esse que se deve ao número insuficiente de habitantes – na concepção de um investidor/empresário, ou pela falta de condições minimamente decentes para se viver – basta pensarmos nos sertões e interiores que ainda sofrem com a falta de saneamento e investimento por parte dos governantes. Mas, se pararmos para analisar e comparar com os anos 90 que seja, a grande maioria dos estados já conta com pelo menos uma livraria e um sebo (onde encontramos livros mais antigos e/ou usados – argh, odeio esse termo!).

Okay, acesso físico nós temos. Então, qual é o problema? O preço que se paga. Não que eu não ache que vale a pena pagar o justo por um livro. Jamais. A grande questão são os valores que as editoras e, consequentemente, as livrarias acabam agregando a estes. Se pararmos para pensar nos custos efetivos que uma gráfica tem para imprimir um livro, em grande escala, o mesmo dificilmente chegará aos dez reais. Claro, no preço de qualquer obra deve-se embutir os direitos autorais. Aliás, nada mais justo com os autores. Porém, o valor pago por livro vendido a um autor nacional, por exemplo, dificilmente chega aos cinco reais. *cara de espanto*

Ah! Temos ainda que pensar na distribuição/transporte e o preço que cada livraria cobra para colocar certo autor ou editora em destaque. Sim! As livrarias hoje em dia não divulgam nada e nem ninguém gratuitamente. Tudo gira em torno de dindin, quem paga mais, por quanto tempo… e por aí vai. Ou seja, livros igual a comércio, pura e simplesmente aos olhos do mercado. E, infelizmente, tem muito autor que já está nessa vibe também…

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Portanto, muitas vezes, pagamos duas vezes por um único livro. Na sua fabricação e quando o compramos nas lojas. Ou seja, um livro que poderia custar no máximo uns 20 reais, dependendo da editora, dobra de valor. E nem sempre trazendo uma qualidade melhor que as demais. As lojas virtuais não fogem muita a essa regra… Não acredite em frete grátis e nem em promoções! Sempre tem algo por trás… Seja estoque empacado ou marketing em parceria com alguma editora! risos

Posso estar soando um pouco dura – e realista – demais, mas é o que existe por trás dos livros: mercado, negócio, comércio. Mas, calma, se pararmos pra pensar na vida como um todo, vamos descobrir sempre um motivo além do óbvio, no caso da literatura o prazer de viajar e se envolver com as personagens e histórias. Como se diz em francês, “C’est la vie” (ou seja, é a vida).

Mudando agora o foco para os leitores virtuais, por que temos visto livros tão caros em .pdf quanto se os mesmos fossem físicos? Confesso que isso me assusta um pouco aqui no Brasil. Como assim? Simples. Antes mesmo dessa febre por Kindle, Kobo e coleguinhas, eu já lia e-books – no pc ou no celular -, e comprava eles pelo site ou aplicativo da Amazon.com. Aliás, nos EUA já existe esse costume há anos. E, pasmem, os preços são beeeem mais acessíveis.

O pensamento do mercado editorial internacional é bem diferente, seja no que diz respeito aos livros físicos ou aos e-books. Na verdade, até entre os livros físicos encontramos diferenças de preços. Não quer dizer que eles não pensem em retorno financeiro com a literatura. Não sejamos hipócritas. Mas é diferente. O interesse deles é outro. Enquanto no Brasil a leitura é luxo de poucos, nos demais países ela é para todos. É muito comum, em uma mesma livraria lá fora, termos os mesmos livros variando de dez a cinquenta reais (já convertidos para a nossa moeda), a fim de atingir todas as classes sociais.

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Acredito que a entrada dos e-books no Brasil vai facilitar bastante a propagação da Literatura, nacional e internacional. Contudo, falta ainda consciência de algumas editoras e lojas virtuais. Uma das editoras nacionais que está de parabéns e que foi pioneira nessa onda, sem puxar o saco, é a Novo Conceito. Os livros físicos já têm preço bem acessível (em torno dos trinta reais, no máximo) e eles mantiveram a postura em relação aos e-books (em torno dos dez reais). Outra editora que está entrando nesse mercado e que promete manter os valores é a LeYa, que tem livros acessíveis e de excelente qualidade também.

Então, demais editoras nacionais, inspirem-se! 

Não acredito que os e-books vão roubar o espaço dos livros físicos. Quem é bookaholic como eu, por exemplo, nunca será capaz de se desfazer da sensação que é segurar um exemplar em mãos, sentir o cheirinho de novo nas páginas do mesmo. Eu, pelo menos, não troco os meus livrinhos por nada! Porém, o bolso coça e acaba ficando impossível comprar todos os livros que desejamos. Ah! Sem falar que, fisicamente, leia-se estante, é complicado.

Portanto, a tendência é comprarmos aqueles livros que amamos para ter em nossas estantes e, os demais, que queiramos ou que desejamos conhecer, que não são vendidos no Brasil, farão parte da nossa biblioteca virtual. Viu? Tem espaço pra todos os gostos! risos

E vocês, o que acham dos preços abusivos de alguns livros e da nova onda dos e-books?

* Blogs participantes
– Vá ler um Livro
– Babi Lorentz
– Na cabeceira da cama
– Juh Claro
– Passaporte Literário
– Mariana Pereira
– Magia Literária
– Parafraseando Livros
– Attraverso le pagine

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