MARVEL’S JESSICA JONES

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Marvel’s Jessica Jones em sua primeira cena faz referência ao HQ Alias, dando assim, início a constituição da história da heroína em presente e passado, demostrando o quanto o mesmo lhe influência e causa-lhe medo. Jessica anteriormente participava da equipe de heróis mais poderosos do mundo, mas tudo acabou se dissolvendo quando Killgrave lhe aprisiona em um relacionamento abusivo, utilizando do poder do seu poder para atingir seus objetivos.

Durante as minhas semanas de provas fui surpreendida com o lançamento de Jessica Jones. Confesso, faz muito pouco tempo que soube da heroína e de sua performance na Marvel e como tudo se encaixa no contexto com o Demolidor (ainda estou na 1º temporada, sorry), Luke Cage (extremamente ansiosa para o lançamento) e outros heróis, mas por causa dos meus veteranos acabei sendo lançada ao contexto de Jessica Jones e me surpreendi com o seriado, apesar de ser bem diferente das HQS.

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Marvel’s Jessica Jones em sua primeira cena faz referência ao HQ Alias, dando assim, início a constituição da história da heroína em presente e passado, demostrando o quanto o mesmo lhe influência e causa-lhe medo. Jessica anteriormente participava da equipe de heróis mais poderosos do mundo, mas tudo acabou se dissolvendo quando Killgrave lhe aprisiona em um relacionamento abusivo, utilizando do poder para atingir seus objetivos.

Queria torcer e dizer que Killgrave transformou-se em apenas uma lembrança, porém, o mesmo mantém elos com a protagonista que são firmados a partir do medo e a possibilidade de encontra-lo. O passado de Jessica é importante para construção da protagonista, pois a mesma é uma mulher forte, decidida e utiliza o seu trabalho ao mesmo tempo como uma proteção contra o vilão e uma ligação com a sensação de ser uma heroína novamente – apesar de não ser o seu desejo.

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A ilusão de Jessica de proteção é rompida quando os pais de Hope aparecem em sua porta pedindo para iniciar uma investigação particular sobre o desaparecimento de sua filha, algo que incomum por causa do seu histórico. Sem saber, a protagonista embarca em uma investigação que envolve fantasmas de seu passado.

Killgrave, o autor desta dor é um personagem nada simplório, seu modo de falar, agir, seus poderes constitui todas as suas características únicas: O seu falar hipnotizante. Killgrave consegue apenas com sua voz manter um controle mental sobre quem deseja, agindo contra a própria vontade e submetendo aos desejos do vilão. É psicótico o seu modo de agir. Totalmente obsessivo pela Jessica, querendo constituir uma ligação novamente a ela, criando em sua mente uma história de amor que é o aposto do terror vivenciado por Jessica quando estava em seu aprisionamento.

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Neste contexto queria poder dizer que apenas o Homem Purple (referência exata do personagem de Killgrave) é o único que causa abusos e controle psicológico, mas quando voltamos os nossos olhos para os demais personagens da trama, podemos perceber que relacionamentos abusivos são construídos em relação amorosa, irmãos, de mãe e filha e trabalhista. Para mim este é o principal debate de Jessica Jones é: Relacionamentos abusivos: como se constituem, a manipulação e a libertação da vítima.

Em Marvel’s Jessica Jones é impossível alguém que não tenha problema. Na verdade, todos estão ligados em um único problema: Killgrave. A forma com que machucou Jessica, quebrou Luke Cage, os escombros que transformou Hope, a inferioridade que Trish sente, a verdadeira natureza de Jeryn que é exposta. Tantos personagens que se encontram presos em um único laço que precisa ser quebrado imediatamente e a única capaz de fazer é Jessica Jones.

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Podemos dizer que fora uma tacada de mestre da Netflix lançar Jessica Jones no contexto de debate social e político com o feminismo. O relacionamento abusivo que é denunciado no seriado é denominado gaslighting. Gaslighting é o relacionamento no qual o (a) parceiro(a) busca dominar o outro questionando sua própria sanidade. É um relacionamento no qual é construído pela negação do parceiro abusivo de não quer ouvir, questionar suas ideias, denominá-las inferiores e afirmar que grande parte das suas desconfianças são loucuras de sua cabeça. Sim, um relacionamento construído em manipulação psicológica. Nunca o seu parceiro é culpado, mas sempre você e diante de toda a situação fica apenas sozinha se questionando: O que fiz de errado? Será que estou errada? E tudo isto é vivenciado por diversos personagens no contexto da trama de Marvel’s Jessica Jones.

O seriado para mim fora uma surpresa! Não havia expectativas e acredito que isto influenciou positivamente a fluidez e o me fez assistir bem rápido. Não posso ignorar, mas a constituição da trama e dos personagens são maravilhosos e entendo completamente alguns não terem sido explorados de uma forma intensiva. Para mim a maior surpresa foi o Killgrave – o melhor vilão de 2015 para mim – pois ele não é apenas o vilão da Jessica, mas de muitas mulheres e homens que estão presos em relacionamentos. Por isso, Let’s go assistir?!

Publicado em: 24/jun/2016.
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Em: ResenhasSéries/Filmes

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Sobre o autor

Debora Queiroz
Debora Queiroz

Cristã-protestante, futura historiadora e saxofonista.

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