No Encontro de Uma Constante

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Direto, eu e todos os outros participantes do blog, estamos aqui emitindo nossa opinião sobre diversos livros. Agora, eu me lancei um desafio: como resenhar eu mesmo, meu próprio livro, sem ser imparcial?

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Você quer lançar um livro ou ser escritor? Essa, em minha opinião, é a primeira pergunta que todo mundo deve se fazer ao se propor criar um livro.

Mas qual é a diferença?

Lançar um livro é deixar público algo que criamos independente do resultado financeiro. Agora, ser escritor é escolher uma profissão e, toda profissão cultural é muito complicada, não é algo objetivo, como fazer engenharia e já sair com inúmeras possibilidades. O que muita gente ainda não entendeu é que ser escritor é montar uma empresa, é ser uma empresa, e por mais que exista uma editora te apoiando, ela é só a parte terceirizada do negócio.

Já viu o livro que o céu forma em suas nuvens?

É Deus escrevendo suas histórias?

Ou apenas uma percepção de como tudo deveria ser?

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Quando eu comecei esse projeto, só pensava em lançar um livro, todo mundo me dizia isso, até que em 2010 inscrevi um projeto em um concurso cultural e consegui a verba necessária para realizar essa vontade. No entanto, vários problemas surgiram e só agora (2014) estou conseguindo concluir esse projeto.

Isso não significa que fiquei quatro anos trabalhando intensamente no projeto; pelo contrário, o meu tempo foi muito dividido entre viver, fazer faculdade, planos e etc. Mas, também não significa que fiz o projeto de qualquer forma, ao contrário, estou me esforçando ao máximo para que hoje esse projeto reflita o que em 2010 eu não tinha nem noção. Ou seja, cresci muito desde então, percebi coisas e vi realmente como tudo é… E, agora, estou buscando uma visão atual e não aquela de anos atrás.

Não sei ainda se quero ser “escritor” mas, com certeza, não quero apenas “lançar um livro”. Qual será a intersecção disso? Ainda não sei, mas acredito que em breve irei descobrir.

Nos últimos tempos, ler e revisar meu livro tem sido muito engraçado. Há dias que penso “Nossa, que ruim”, tanto que até criei a frase “Quando não estamos amando, o amor se torna patético”. E o livro tem muito disso, momentos de paixão, de “uau, levei um fora, que mundo idiota”, de “Sou tão idiota”, mas também há momentos de elevada autoestima, como a poesia “Apaixone-se por mim” que foi classificada como pretensiosa – uma definição que gostei muito. Há também versos de reflexão, indagações, sobre gostar de alguém…

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Quando comecei a escrever, foi por começar, sem nenhuma pretensão. Por gostar muito de música, talvez fosse uma forma de escrever versos que um dia virassem canções, mas eu não tenho a mínima ideia de como se faz música e, para ser sincero, nem poesia. Apenas escrevia para dissipar aqueles sentimentos que com quatorze, quinze anos parecem o “fim do mundo” (às vezes até hoje). E claro, o livro não tem só poesias daquela época, mas tudo começou lá, tem muita coisa de lá, coisas que até hoje fazem sentido. Algo como viver um fato e lembrar “eu escrevi sobre isso já”. hahaha

E eu escrevia muito mal, mas o povo elogiava muito e eu continuei escrevendo. Porque não importa sua idade, depois que você adquire um hábito, é difícil largar ele, e escrever poesias é isso: um hábito. Seja algo meu, de alguém, baseado em algum filme ou uma mistura disso tudo. Acredito que esse “gostar”, mesmo sendo um texto simples, era justamente isso: simplicidade. Tanto que os melhores elogios que recebo são coisas como “Não entendo muito de poesia, mas a sua ficou muito tangível” ou “Você escreveu exatamente o que estou sentindo”.

Escrever não é para agradar, mas quando isso acontece, é um enorme prêmio, porque todo mundo gosta de ser elogiado e valorizado, gostamos de ter feedback daquilo que fazemos. Se ser escritor é a profissão, se comunicar bem com o leitor é o produto. É necessário alinhar nosso estilo com subsídio o suficiente para passar a mensagem que queremos. Não é explicar, é deixar abstrato, claro e objetivo.

Um exemplo disso que acabei de falar é a poesia “Folhas Brancas”, onde algumas pessoas realmente imaginam folhas e outras associam as folhas com pessoas. E o que eu realmente quis dizer? Não importa, porque o importante já ocorreu: identificação. Se a poesia fala de folhas ou pessoas, não é o ponto, porque quando algo é vazio, ele não quer ser vazio, quer ser bem mais. Entender poesia não é adivinhar ela, é apreciar.

Uma vez, vendo um filme que gosto muito, In the house, o personagem escreve uma poesia e fala “Mesmo se houvesse chuva, seus pés não dançariam”, a mulher que recebeu a poesia ficou intrigada, não conseguia abstrair isso, não sem saber sobre a sensação de liberdade que dançar na chuva pode proporcionar. Por isso, não devemos ter preconceito. Poesia não é difícil. É uma busca. É síntese. Por isso, exige esse trabalho bilateral entre autor e leitor.

Outro sentimento que surge quando leio meu livro é de “UAU”. Porque nem parece que fui eu que escrevi… e essa sensação traz uma sensação muito boa. Não porque eu não seja capaz, mas escrever não é expor só o que somos, é capturar todos os movimentos do mundo e transformar em arte. É sobre nós, mas não é só. Digo isso por ter muitos textos que foram inspirados por outras pessoas.

Por que ler No Encontro de Uma Constante?

Essa é a grande questão de toda resenha, de toda grande escolha, dentre as mais diversas opções: Por que ler determinado livro? Até mesmo quando recebemos um livro da editora, porque nem sempre temos como opção um que queremos ler e a escolha precisa ser por feeling.Estava muito pensativo sobre o lançamento, sobre finalmente deixar meus textos disponíveis para todos, até mesmo porque uma grande parte reflete momentos de muito tempo atrás. Imagina, seus amigos, tios, mãe, e etc lendo coisas tão pessoais, coisas que ninguém quer saber naturalmente? Então, eu li uma entrevista da Amy Lee e ela disse exatamente o que eu precisava ouvir, que transcrevo abaixo:Você acha que é definida pelo seu passado?

Pessoalmente? Não completamente. Não me sinto como duas pessoas diferentes. Nunca me senti como se estivesse em um papel, você apenas muda. É engraçado, as pessoas ainda falam sobre “My Immortal,” e é incrível, é legal, mas eu tinha tipo 14 ou 15 anos quando aquilo aconteceu. Quando eu escrevi “Bring Me To Life” eu tinha 19 anos [risadas]. Imagine as coisa que você pensava, jeito que você falava e as coisas que você fazia quando tinha 19 anos. Até o jeito que você processa relacionamentos e tudo mais, evolui a partir dali. Estou muito mais madura e complexa e tenho muito mais a dizer. Eu estaria mentindo se eu não admitisse que tem coisas no Fallen ou até mesmo antes, no Origin, que me fazem estremecer. É embaraçoso. Principalmente o conteúdo das letras, meu Deus, é tipo meu diário antigo. Mas eu posso abraçar aqueça inocência porque eu nunca mais irei ter aquilo novamente, é especial. [Fonte]

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Os motivos para você ler o livro

Sempre estive muito preocupado com a qualidade do livro e todo feedback que recebi foi muito bem apreciado. Um exemplo disso foi quando conheci a Igra e ela, em sua enorme generosidade, revisou todo o livro e emitiu opiniões maravilhosas. Para ser sincero, nunca tive muito contato com quem escreve poesias e esse encontro com ela foi sensacional.

Outro ponto é a linguagem simples das poesias, a desculpa de que “Não entendo poesia” não vai colar. Claro, não é um romance onde existem todos os dispositivos da narrativa para expressar como um personagem se sente. Mas sempre me esforcei para balancear todas essas variáveis e, espero, caso você leia, que ache isso também.

Outro motivo é acessibilidade: por um determinado tempo deixarei o livro disponível gratuitamente em e-book. Se você estiver interessado, no final do post haverá os links para obter sua cópia.

Citações: Anna, uma das participantes do blog e uma grande amiga, acompanhou muito o processo de produção desse projeto, sempre ajudando com opiniões, correções, sugestões e, principalmente, me citando nas redes sociais… E, quando ela me cita, me sinto muito importante e tenho aquela sensação de ter feito algo certo.

E você pode citar os trechos do livro? Claro, só me deixe saber! hahahaha

Mas Bruno, e se seu livro for uma merda? Ótimo, se você achar isso e apontar os motivos, vou agradecer muito, porque não há crescimento sem feedback, seja ele qual for. Cresci assim e quero continuar. Mas, me avisa, não esquece.

Poderia citar mais motivos, mas aí eu seria imparcial… hahahahaha

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Por fim, eu gostaria de agradecer a todos, não tenho como citar todo mundo que foi importante nesse projeto, mas agradeço muito, porque foi agitando tudo que conheci pessoas maravilhosas e, algo me diz que até inspirei pessoas a tirarem seus escritos da gaveta e produzir seu próprio livro.

E-book no formato EPUB: Clique aqui para baixar (Um bom app para leitura é o Aldiko no Android)

* Comprar pela loja AmazonClique aqui para comprar

O livro estará gratuito entre 18/08/2014 e 21/08/2014 – aproveite!

Por algum motivo, a Amazon está usando a capa antiga ainda, mesmo eu tendo atualizado, espero que isso seja resolvido em breve!

Extra: Uma amiga produziu uma música com a poesia “Perdido no Tempo“, você pode ouvir ela clicando aqui.

Após ter sua cópia, você pode emprestar, copiar, colar e etc. Mas lembre-se apenas que qualquer uso do material deverá conter os créditos. O livro é registrado e plágio é algo sério.

Quer acompanhar o projeto? Facebook / Twitter

Em breve, um site. =)

Obrigado e espero que gostem o/.

Qual a sua Constante?

 

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