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Um livro poder despertar interesse por sua capa, diagramação, classificação de gênero literário e sinopse. Grande parte desses elementos caminham em conjunto para uma formação de interesse para colocar algum livro em nossa mesa de cabeceira, porém, O Mapa de Vidro me chamou unicamente atenção por ter três palavras em sua sinopse: cartografia, eras e continentes. 

Em O Mapa de Vidro somos apresentados a Sophia Tims, uma jovem que perdera seus pais ao vê-los embarcar em serviço como exploradores em busca de mapear o Novo Mundo que surgira com a Grande Ruptura. Sem retorno até o momento, Sophia tem sua custódia entregue ao seu tio Shadarck, um belo homem que tem grande fama na cidade de Boston por desempenhar funções como historiador, explorador e cartógrafo. 

Apesar de manterem uma relação afetuosa de tio e sobrinha, Sophia sente constantemente falta de uma verdadeira relação adulto e criança, no qual não se cobra por um comportamento que ainda não pertence sua idade, algo que faz parte da sua rotina ao ver seu tio colocando como cuidadores de sua segurança seus alunos que acabam tentando lhe ensinar sobre mapas, invenções, filosofias e até mesmo latim. Porém, apesar do displicente cuidado de Shadarck por sua sobrinha nada influencia sobre sua gratidão, o que acaba movendo toda aventura através das Eras ao vê-lo sendo sequestrado. 

S.E.Grove é formado em História e o reflexo de sua formação se encontra intrínseco ao conteúdo narrado em O Mapa de Vidro através da aventura embarcada por Sophia juntamente com Theo. A composição da narrativa chama grandemente minha atenção pelo fato de conseguir unir de forma única magia e a realidade atual e histórica, criando-se algumas dúvidas na minha cabeça como por exemplo: É possível um romance ensinar? Pois Grove conseguiu unir história e os elementos que regem o ofício de cartógrafo em sua história. 

Além da presença da historiografia e cartografia, o estopim inicial da aventura é a presença da política juntamente com referência das datas e a analise sociologia da população de Boston, o que enriquece a composição da narrativa, porém, o cheque-mate é o uso da magia, o que me fez entender o porque de fazer referência A Bussola de Ouro na contra-capa. A trilogia Mapmarkers em sua estreia nos apresenta um universo incrível, nos fazendo mergulhar em um Novo Mundo no qual envolve tempo e mentalidades e ao mesmo tempo a presença de magia e a capacidade de se desenvolver laços afetivos. 

O Mapa de Vidro foi uma das melhores leituras de 2015. S.E.Grove conseguiu desenvolver um livro fascinante, fazendo uma doçagem certeira com inúmeros elementos que enriqueceram sua narrativa. Ao mesmo tempo o seu trabalho na personalidade de Sophia e Theo é maravilhoso, pois nos identificamos com suas qualidades e receios e ao mesmo tempo somos surpreendidos por cada situação que acabam entrando, nos fazendo perder o folego! 

Se fosse para classificar O Mapa de Vidro em três palavras seria: Mágico, fascinante e estupendo! 

One answer

  1. Máh
    18/11/2015 at 00:28

    Olá, tudo bom? Acredito que sim, depois desse livro fascinante que leu. Bem se fosse pela capa não ia pegá-lo, ela me transmite algo sombrio, e sou meio medrosa, contudo as tuas palavras foram tão intensa e sinceras que me despertou curiosidade, acredito que irei ler, não sei quando, mas irei e lembrarei de você, estou na expectativa de me sentir da mesma forma, não aceito menos!!
    Beliscões da Máh <3
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