• Twitter
  • Facebook
  • Google+

Acredito que a maioria de nós, blogueiros literários, tenha o sonho – ou, pelo menos, já teve – de escrever e publicar um livro de sua autoria… não é, mesmo? Contudo, além de desejarmos isso para nós, ficamos ainda mais felizes e satisfeitos quando vemos um amigo nosso realizando esse sonho. Picta Mundi é o da Gleice Couto. Mas é também o de todos aqueles que acompanham o seu trabalho e torcem para o seu sucesso.

Quando a Gleice me convidou para ler o seu primeiro livro, fiquei muito honrada e agradecida. Picta Mundi é uma verdadeira preciosidade. Que a blogueira escrevia muito bem, ah, disso eu não tinha dúvida alguma. Porém, escrever sobre a história de alguém ou algo mais curto, como um conto ou poesia, é bem mais simples do que escrever uma obra literária, daquelas de aplaudir em pé. Sim, porque isso foi o que Gleice Couto, agora autora, conseguiu.

Picta Mundi é surpreendente, inteligente, fascinante e altamente viciante. É o tipo de leitura de que te prende do início ao fim, com uma narrativa fluída, sem pontas soltas e envolvente. A história é outro ponto positivo. Nunca imaginei que poderiam criar tramas dentro de quadros de pinturas. Gleice cria um mundo de fantasia tão fantástico, se me perdoam a redundância, que você se pega horas pensando naquele universo onde Leticia, a determinada e sarcástica personagem principal, acaba parando.

Um pintor, quando trabalha em uma obra, espera duas coisas. Uma é que os traços sejamharmoniosos, e não se pode negar que é o caso desse quadro. A outra é que a pintura cause algumtipo de reação nas pessoas, mesmo que ruim – explicou e voltou-se para Letícia. – Creio que eleatingiu seu objetivo.

Desde que seu pai, Raul, desaparecera misteriosamente, sem deixar rastros, a vida da jovem Leticia não tinha mais graça. Nem mesmo frequentar a mesma escola que seu pai outrora pertencera, a renomada Dippel, importava mais. Somente ele, seu herói e exemplo, sentia orgulho dela. Não que sua mãe, Ângela, não a amasse. Longe disso. Mas, com seu pai, era diferente, existia uma conexão. E, agora, parecia que o mundo de Leticia estava vazio.

Até o dia em que ela encontra com Daniel, irmão de Felipe, o até então prodígio número um da escola e que também desapareceu de forma estranha. Primeiro, um diário de seu pai, aparentemente vazio, aparece em sua porta com um bilhete anônimo, marcando um encontro. Ao chegar ao local marcado, ela dá de cara com Daniel. Leticia até tenta fugir, mas o menino consegue chamar sua atenção ao dizer que nem seu pai e nem seu irmão estão mortos. Eles estão, na verdade, presos em outro mundo. E é aí que a nossa aventura no universo de Picta Mundi ganha asas.

Juntos, Leticia e Daniel, embarcarão em uma aventura pra lá de inesperada e perigosa, onde irão aprender sobre História, confiança, amizade e amor. Ah! E já aviso para que não esperem um romance meloso. Ao contrário, o envolvimento entre os jovens é sutil e fofo. Construído aos poucos. Até porque o cerne da história não é o romance, mas o universo de Picta Mundi, os conflitos entre Donato – um tipinho que se achava Deus e julgava que suas atitudes eram todas necessárias e em prol de algo maior – e os historiadores. *suspense*

Com uma ferocidade sem limites, buscou por libertação do ódio como um animal selvagem àprocura da presa. Nesse momento, a raiva, a dor e a maldade aplacavam sua fome. Era como se morte não o saciasse mais, precisava ir além. Precisava de mais poder. Precisava dominar Picta Mundi. Mas aqueles malditos tornavam tudo mais difícil!

Picta Mundi é uma bela e perigosa viagem por entre quadros, que vai te arrebatar nas primeiras páginas e te deixar ansiando por mais ao chegar ao final. E, apesar de ser para um público mais jovem, na faixa dos 12/13 anos, tenho certeza de que vai se encantar e apaixonar por Picta também. Ainda mais se você gostou de Harry Potter, Percy Jackson e cia ilimitada…

Leave a Reply

Your email address will not be published.
Required fields are marked *