Porque ainda te amo – Daiane Jardim

Chega uma hora em que todos nós precisamos desabafar, que simplesmente a pressão que sentimos no peito cansa de ficar sufocada e começa a lhe dominar a mente. É o inconsciente a todo momento perfurando seus pensamentos, a fim de que tudo o que você precisa falar seja extravasado. Fiz esse texto, inspirado justamente por isso, uma relação de amor que precisa ser expressa e escrita.

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Em um dia como qualquer outro, vi sua foto na internet, tínhamos alguns amigos em comuns, você conseguiu me chamar à atenção, mas não o suficiente para eu querer saber mais sobre você. Meses depois, nos encontramos numa livraria, houve uma troca de olhares, e do sentimento de reconhecimento.  Sem querer fui me aproximando mais de ti, não sei explicar o porquê, só sei que precisava estar próxima.

Entretanto, não estava bem, fui completamente enganada, estava com o coração partido, ainda não recuperado da experiência que tive anteriormente. O problema era eu e não você, sei que isso parece clichê, mas quem disse que a vida não é feita de clichês?

Você me abriu os braços me convidando a te conhecer melhor. Então, sabendo que iria me arrepender depois, abri meu coração para você. Contei sobre minha experiência anterior, o quanto fui iludida, e como me senti enganada, para mim nenhum outro seria capaz de curar aquela ferida terrível.

Fomos para minha casa, e aquela foi uma bela noite, era como se fosse à primeira vez de tudo, adormeci e acordei com você ao meu lado. Eu não tinha tempo para você, conheci uma parte de ti, e fiquei com medo de me arrepender novamente ao final, tive medo do que estava sentindo, confesso que fui covarde. Deixei-te de lado por um tempo, evitei contato, mas durante esse período, ainda pensava no que passamos juntos e você me esperou pacientemente, e disse que me esperaria o tempo que fosse necessário.

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Indo contra tudo o que as pessoas me diziam, que deveria evita-lo, que você não fazia meu tipo, pois éramos tão diferentes. Mas ainda sim, eu queria te dar uma chance, uma chance a nós. E assim, te vi novamente, dessa vez tive a oportunidade de te conhecer ainda mais. Você me fez sorrir, me divertiu, cheguei a me emocionar com sua história, e assim esqueci daquilo que me fizera sofrer antes. Entendi que o que as pessoas tinham contigo era somente um preconceito.

Porém você não era só meu, eu sabia disso desde o começo, não consegui me despedir mesmo quando viramos a nossa última página, selada por uma lágrima. Eu precisava partir para outra, e novamente você me prometeu, que estaria me esperando para mais uma aventura, quando eu quisesse estaria pronto.

Conheci outros, me aventurei por tantos lugares, mas nunca me esqueci de você, e toda vez que te vejo em minha estante fico feliz, há um laço de cumplicidade entre nós. Sei que outras pessoas te amam assim como eu, assim como eu amo outros além de você. Mas saiba, meu querido livro, que você sempre terá um espacinho dentro do meu coração, e mesmo você não sendo meu único livro favorito, sempre te amarei da mesma forma.

Sempre que quiser reviver tudo que passamos, irei te reler, mas você é mais do que aparenta ser, pois toda vez que reiniciamos nossa aventura, você me mostra coisas que eu não havia percebido anteriormente, é sempre uma novidade. Você consegue me surpreender… Ah livro olha o que você faz comigo.

P.S: Esse foi um pequeno texto que tive como ideia por esses dias; pois nós, leitores, sempre temos um caso de amor com nossos livros não é mesmo?

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Sobre o autor

Drafts da Nica
Drafts da Nica

Drafts da Nica ou “Rascunhos da Nica”, em tradução livre, surgiu em novembro de 2011. Após sair da Wizard em que trabalhava, Mônica Quintelas aproveitou o tempo livre e a vontade de escrever para compartilhar sua paixão pelos livros e conhecer novas pessoas.

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