Qual o seu teorema?

Em matemática, um teorema é uma afirmação que pode ser provada como verdadeira através de outras afirmações já demonstradas, como outros teoremas, juntamente com afirmações anteriormente aceitas, como axiomas. Prova é o processo de mostrar que um teorema está correto. O termo teorema foi introduzido por Euclides, em Elementos, para significar “afirmação que pode ser provada”. Em grego, originalmente significava “espetáculo” ou “festa”. Atualmente, é mais comum deixar o termo “teorema” apenas para certas afirmações que podem ser provadas e de grande “importância matemática”, o que torna a definição um tanto subjetiva. É importante notar que “teorema” é diferente de “teoria”.

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Uma vez eu brinquei com a Anna que não gostava muito do John Green e ela me perguntou o motivo, então eu disse “Ele é famoso e todas as mulheres ficam babando por ele haha”, só sei que recuperei a consciência três dias depois após receber uma tijolada na cabeça.

Mentira, mentira, a Anna é fofa e não faria isso comigo (eu acho). O lance é que ele havia escrito um livro muito legal (A culpa é das estrelas), mas não algo para tanto alvoroço. Porém, acredito que lendo “O Teorema de Katherine”, entendi seu grande diferencial.

Sem sombra de dúvida ele consegue se comunicar bem com seu público, sem cair no comum, sem recorrer ou apelar, ou seja, além de escrever bem, ele se comunica com seu público alvo -que acredito ser o jovem, mesmo que os livros possam ser lidos por qualquer idade. Em analogia, seria algo como, todo mundo consegue ler um problema matemático, mas compreender, simplificar e resolver já exige bem mais do que leitura. É igual o que o professor disse no filme “In the House”, tem muita gente enfeitando as palavras e deixando as coisas sem conteúdo.

Recuperado da tijolada, resolvi usar o livro como tema da coluna, e espero que gostem, então chega de enrolação e bora produzir?

O eterno retorno é uma ideia misteriosa e, com ela, Nietzche pôs muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir como foi vivido e que tal repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?

Digamos, portanto, que a idéia do eterno retorno designa uma perspectiva na qual as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas nos aparecem sem a circunstância atenuante de sua fugacidade. Essa circunstância atenuante nos impede, com efeito, de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crespúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina.

Colin é uma pessoa mais reservada, tímida, o tipico nerd que sofre bullying e vive em busca da tão sonhada fama e sucesso. Em ser cool.

Quem nunca?

Geralmente ensino fundamental/médio é aquele clube social dividido entre quem zoa e quem é o zoado e por incrível que pareça, quem quer levar a sério os estudos em uma escola é sempre o zoado. Isso deixa bem claro o quanto os valores estão se invertendo e isso é ruim porque, mesmo que você esteja fazendo exatamente o que é para fazer, isso não é aceito no seu grupo social, o sentimento de não pertencer, de não fazer parte vai aumentando na pessoa, por isso esse é um assunto muito sério. Por natureza, temos a necessidade de nos conectar com as pessoas e, por mais que estejamos em nossa razão, se estamos numa escola para estudar e não para zoar, mas somos excluídos e zoados por isso, um sentimento muito ruim surge.

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Por outro lado, às vezes temos que dar um de Max (Onde vivem os monstros) e reivindicar nossa autoridade no mundo em que vivemos/criamos. Costumo dizer que qualquer pessoa muito inteligente, se não souber se relacionar, sempre será um rato de laboratório. Quer exemplo maior do que Steve Jobs? O cara sem dúvida é muito bom, mas ele não fez nada sozinho. Se você estudar a história dele, irá ver que seu grande diferencial era saber gerenciar, imaginar e projetar.

Como diz a Lena de Dezesseis Luas “É um tempo de trevas e luz”, traduzindo para o nosso contexto, é preciso existir um equilíbrio. Só que, muitas vezes, demoramos a aprender isso. Interpretar o mundo ao nosso redor é uma tarefa difícil e complicada que exige, acima de tudo, questionamento e coragem.

Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? E isso que faz con que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro. Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca.

E se você pensar bem isso vai dar um nó na sua cabeça. Mas só precisamos pensar um pouco e a minha conclusão é que para viver verdadeiramente precisamos abstrair muitas coisas. O que achamos, o que acham, o que falam, o que é e o que não. O que é justo e o que não é justo. Bem que dizem “Ouçam os mais velhos” e eu super concordo com isso, mas assim como o mestre de Elektra diz “Você precisa ir embora, algumas lições não podem ser ensinadas, apenas aprendidas.“, muitas vezes teremos que seguir nosso próprio caminho.

E será que é justo viver pelas decisões dos outros? Acredito que devemos estar sempre abertos para opiniões e sugestões, mas a decisão é sempre nossa. Por isso a experiência é tão preciosa, não a experiência por si só, mas aquela onde conseguimos assimilar os fatos e tirar algo de tudo, porque quando uma coisa não dá certo, como um “romance” podemos seguir vários caminhos, mas em minha opinião o mais correto é de tirar algo bom de tudo e seguir em frente para novas aventuras. Lógico que há um tempo de luto e cada um tem o seu, mas é sempre bom manter isso em mente.

“Cada um pertence a um lugar, no mundo não há peças sobressalentes”

E nessa jornada para assimilar seu lugar no mundo, Colin e seu amigo Hassan saem na estrada. E o que poderia ser mais uma tipica história americana de cair na estrada toma um rumo inesperado. Eu digo inesperado, porque você acha uma coisa e acaba acontecendo outra. Ao visitar uma cidade, Colin é reconhecido por ter participado de um programa de televisão. E essa mulher que o reconhece lhe convida para passar um tempo na cidade dela. A parte incrível desse momento é ver o quanto que, por mais que a gente ache que ninguém está nos vendo, as vezes muitos estão e isso faz cair vários mitos. Não importa se foi ontem ou a vinte anos atrás o que fazemos sempre pode influenciar nossa vida. De forma pessoal quando me pego numa decisão de ajudar ou não, eu nunca penso se aquela pessoa vai retribuir o favor, claro que, a gente sempre quer ser retribuído, mas esperar isso não é muito aconselhável. No entanto o universo sempre irá devolver aquilo que fazemos de bom. Minha teoria para isso é bem simples. Nossos hábitos criam uma energia ao nosso redor, então se você faz sempre coisas boas, quando precisar de algo com certeza vai ter uma retribuição do universo. Por isso é importante dá valor desde as pequenas coisas até as grandes. Um caso para ilustrar isso é o vídeo “Doar é a melhor comunicação”. Então nunca devemos subestimar o alcance de nossas ações sejam elas boas ou ruim, como diz aquela famosa frase “O bater de asas de uma borboleta causa um furacão”.

Mas afinal que teorema é esse?

Quando  ele levou um fora, caiu em uma crise existencial e como forma de dissipar tudo o que ele estava sentindo de ruim, resolveu criar uma formula que iria determinar quanto tempo as pessoas ficariam juntas.

O que não é nenhum absurdo: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/algoritmo-preve-no-facebook-quando-um-namoro-vai-acabar

E como ele resolve seu dilema?

Bom, se eu conta perde a graça. Mas o que eu percebi durante a leitura é que há um fator que sempre faz as histórias de amor começarem: Compartilhamento.

Parece algo “na cara”, mas se você reparar bem, não é o tempo que cura as coisas, e sim o movimento, a ação. Ação tá ligado ao tempo. Por isso eu não gosto da frase “O tempo resolve tudo”. Senta a bunda um ano no sofá e sai de casa pra ver se algo tá resolvido.

E logo após um romance frustrado é muito fácil odiar o mundo e só prever um futuro de dor e sofrimento, como diz o oraculo em Matriz “Só podemos ver por nossas escolhas”. Por isso que decidir algo em um momento ruim é sempre algo muito ruim.

Uma vez eu li que somos programador para fazer aquilo com o menor esforço. E eu acho que é por isso que queremos tanto amar acima de tudo. Não que seja algo ruim. Mas pensa no quanto de gente que arruma uma pessoa e esquece do mundo?

Se você tá triste, destruído = Amar

Seus sonhos estão frustrados = Amar

e mil outros exemplos

É muito fácil se sentir bem fazendo alguém se sentir bem, infelizmente quando não estamos bem isso implica em querer o mesmo, em viver pelo mesmo, em não imaginar outra forma de vida. Por isso um monte de caos do tipo, mortes e acidentes, porque há milhares de pessoas que ainda não aprenderam a viver para si antes de viver para outrem.

Qual o seu teorema?

Por fim, posso afirmar que esse é um bom livro e que ao contrário de muitos famosos por acaso, John Green entende e vive o universo de seu público e eu acho isso ótimo, porque juntar monte de palavras e criar uma história é muito fácil, mas criar algo que possa fazer diferença nas vidas das pessoas só alguém muito comprometido com seu objetivo de vida consegue.

Até a próxima!

Fontes

Texto sobre teorema: Wikipedia

Imagens: Pesquisa google imagens

TED (acrônimo para Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design ) é uma fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos1 mais conhecida por suas conferências na Europa, Ásia e Estados Unidos destinadas à disseminação de ideias. Segundo as palavras da própria organização, “ideias que merecem ser disseminadas”.2 Suas apresentações são limitadas a dezoito minutos, e os vídeos são amplamente divulgados na Internet.

 

Sobre o autor

Bruno Luiz Mattos Oliveira
Bruno Luiz Mattos Oliveira

Nasceu em 1990 e mora em Cariacica (ES). É empreendedor, técnico em informática, formado em Sistemas de Informações e autor do livro No Encontro de Uma Constante. Não dispensa um bom rock.

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