Quando tudo parece perdido…

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Vocês já sentiram que nada (não) tinha(m) sentido?

Redundante, eu sei, mas muito real. Ainda que eu hoje tenha uma crença em Deus incomparavelmente maior do que há alguns onze anos atrás, a vida anda teimando em me puxar para o meu “eu do passado“, um “eu” que me traz lembranças dolorosas de quem eu não quero ser. De quem eu não posso ser. Por mim, pelo meu filho, pela minha família.

Quando eu comecei esse blog em 2011, o intuito dele era dividir, compartilhar com quem viesse a encontrar esse cantinho. Era poder trocar. Na época, não imaginava que um dia ele se tornaria quase que 100% literário por um bom período desses quase sete anos de vida. Confesso que foi uma das maiores surpresas chegar a apresentar eventos. Em uma Bienal então? E entrevistar autores internacionais? Noooossa. Nunca. Nunca pensei que o Drafts chegaria nesse ponto. Que teríamos, de certo modo, o nosso momento nesse universo literário. Que seríamos um blog, de certo modo, conhecido.

Mas, como a vida é cheia de altos e baixos, cheia de surpresas; em 2015, após um ano particularmente difícil para mim, as coisas empacaram. Eu não aguentava mais a falsidade do meio literário. Especialmente no que diz respeito a algumas editoras. Sério. Fiquei enojada com tanta rasgação de seda, com tanto puxa-saquismo, com tanta hipocrisia. Isso me consumiu. Pouco a pouco. E, um tempo depois da Bienal do Livro daquele ano, eu precisei me afastar. Principalmente para entender o destino do blog. Pra entender aonde estávamos e aonde queríamos chegar.

Eis que no final de 2015 me descobri grávida. Logo, precisei mexer na estrutura da minha empresa – que já apresentava essa necessidade também – e, ainda, me preparar para o maior acontecimento da minha vida. Afinal, eu queria estar bem, física e mentalmente, para essa grande mudança, a maternidade. <3

E, por mais que eu tenha tentado. De verdade. O blog e tudo que ele era, ficou pra terceiro, quarto plano. Eu já não tinha aquela vontade, aquela alegria em postar. E olha que não me faltaria assunto… Maternidade é uma coisa que rende! Mas, não sei se foram os hormônios – que até hoje estão meio bagunçados, diga-se de passagem -, se foi a decepção com o meio em que o blog estava mais inserido, ou se foram as pressões que vieram desde então (que não estão ligadas à gravidez, quero deixar isso bem claro). Honestamente? Não sei.

O que eu sei é que nos últimos dois, quase três anos venho tentando me reencontrar. Tentando entender aonde foi que me perdi nessa loucura chamada vida. Sei que sou uma ótima mãe (modéstia a parte mesmo rs). Mas, e a Mônica mulher? Esposa? Dona de casa? Empresária? Mulher? Mulher? Mulher? Não sei. Tem dias que minha maior vontade é ficar na cama, com o telefone desligado, morgando. Literalmente. * E, como o Bruno me falou, um diazinho assim não faz mal a ninguém hehe

E aí vem o Davi, meu amor maior, com aqueles olhinhos que me dizem que eu sou seu porto-seguro, com aqueles olhinhos que me dizem que vale a pena levantar e encarar a vida, por ele, por nós, pela nossa família. Mas, lá no meu íntimo, eu sei que isso está errado. Ninguém pode ser o motivo para eu querer levantar e viver. Nem mesmo meu filho. Nem meu marido, meu trabalho. EU preciso ser o motivo. As minhas metas e meus sonhos.

E, sabe o que mais? Tudo bem se sentir assim de vez em quando. O que realmente importa é o que vamos fazer daqui pra frente. Quando nos encontrarmos nesse “momento de dúvidas e inseguranças”, devemos parar e nos perguntar:

Quais são os meus sonhos? Quais são as minhas metas? Quem eu quero ser? Aqui, hoje, agora? 

Continua… rs

One answer

  1. Débora Queiroz Débora Queiroz
    10/04/2018 at 07:53

    Apesar de conversarmos cotidianamente sobre isso no núcleo do blog, acredito que comentar aqui é necessário para confirmar suas perguntas: Tudo bem se sentir assim às vezes, o problema que isso não pode ser sempre!
    Fico muito feliz que apesar do tempo, você foi capaz de sentar e escrever um post de cunho pessoal. São pequenas vitórias que acabam passando desapercebidas. Sabe Nica, de tudo só quero que você lembre que você é uma mulher e não uma subhumana. Suportar determinadas coisas? OK. Suportar tudo sozinha? NUNCA! Se permite errar. Se permite tentar e se falhar? Tudo bem, vou e acredito que aqueles que te amam vão te perdoar e ofertar apoio em tudo aquilo que você tentar.
    Amo e admiro você <3

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