Semana Passarinha de Conscientização do Autismo

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Hoje, dia 02 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

A fim de ajudar nessa campanha, a Editora Valentina, em parceria com os seus blogueiros, resolveu realizar a Semana Passarinha de Conscientização do Autismo e eu, é claro, não poderia deixar de levantar essa bandeira também, uma vez que já tive a honra de lidar com crianças com essa particularidade especial.

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Mas, afinal de contas, o que é o Autismo? Por que algumas pessoas ainda têm preconceito com essa síndrome cada vez mais presente em nossa sociedade?

Em Passarinha, livro lançado pela Editora no ano passado, conheceremos a pequena Caitlin, portadora da síndrome de Asperger. A Síndrome de Asperger é considerada um tipo de autismo leve, que caracteriza-se por prejuízos na interação social, interesses e comportamentos limitados, porém, diferentemente do autista “regular“, não apresenta atrasos no desenvolvimento da linguagem falada ou na percepção da linguagem.

Algumas das características mais comuns dessa síndrome são: desajeitamento motor, certas atividades e interesses ocupam toda a sua atenção, tendência para falar sobre o que querem sem se dar conta do interesse do outro, entre outras. Através da vida e das superações de Caitlin, a autora nos puxa a orelha para preconceitos e pré-conceitos em relação aos Transtornos do Espectro, nos fazendo perceber o mundo através dos olhos de Cat.

Foi um dos melhores livros que li ano passado (você pode conferir a resenha aqui) e, com certeza, um dos que ficará marcado para sempre em meu coração e em minha memória. Graças a Deus, durante os meus quase 15 anos como professora de Inglês, tive a oportunidade de ensinar não um, mas pelo menos três crianças com autismo e síndrome de Asperger. Cada uma delas me marcou – e ensinou muito – com seu jeitinho especial de viver, de encarar as suas dificuldades, focando sempre nos seus pontos fortes, naquilo que elas eram extremamente hábeis (algumas, como a Cat, com o dom para a arte de desenhar).

Aliás, vale a pena citar casos de autistas de sucesso! Você sabia que Bill Gates, diretor da Microsoft e inventor do Windows, é autista? Ele se balança durante importante reuniões de negócio e em aviões, não gosta de manter contato visual e tem pouca habilidade social. Além disso, não liga muito para a aparência, tendendo a não combinar suas roupas. Agora, imagina se ele fosse “normal“, né? Será que teria criado o império que criou?

Outro case de sucesso é o de Albert Einstein. Ainda que não tenha sido comprovado naquela época, acredita-se que ele tenha tido uma forma de autismo de alto funcionamento. Ele se sentia muito solitário e afirmava não se sentir ligado à ninguém, nem mesmo seus familiares mais próximos. Além disso, Einstein só começou a falar quando na idade de dois ou três anos, o que não é muito comum. Em suas palestras, mesmo que ninguém estivesse prestando atenção, ele continuava a falar, envolto em seu próprio mundo. Vale a pena lembrar o grande físico que ele foi…

E, será que dá pra ser jogador de futebol? Lionel Messi, jogador argentino, QUATRO vezes considerado o melhor do mundo, é um exemplo de que dá sim para realizar o sonho de jogar bola e ser um sucesso. O jogador do Barcelona foi diagnosticado com a síndrome de Asperger aos oito anos de idade e, ao invés de se deixar abater, usou isso em seu favor, como Roberto Amado nos conta na reportagem em seu blog Diário do Centro do Mundo (aqui).

Portanto, não existem limites quando há amor, paciência e força de vontade. Se deixarmos nossas diferenças de lado, vamos ver que podemos aprender e crescer muito com essas pessoas especiais. Que elas são tão normais quanto nós.

Proponho que todos vocês, meus leitores e amigos, vistam alguma peça de roupa azul no dia de hoje. Mas, não somente hoje, levantem a bandeira para essa campanha de conscientização e igualdade, dizendo não a atitudes de bullying e discriminação!
Não deixem de assistir ao vídeo que fiz contando um pouco mais da minha experiência!

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