Sobre o autor… João Ubaldo

Hoje o Drafts da Nica prestará uma humilde e singela homenagem ao grande escritor João Ubaldo Ribeiro. Um dos nossos grandes da atualidade, merece essa pequena atenção mas de todo o coração dessa blogueira que vos escreve.

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Sétimo ocupante da Cadeira nº 34, eleito em 7 de outubro de 1993, na sucessão de Carlos Castello Branco e recebido em 8 de junho de 1994 pelo Acadêmico Eduardo Portella.

Biografia

João Ubaldo (Osório Pimentel) Ribeiro nasceu em Itaparica (BA), em 23 de janeiro de 1941. Dos primeiros meses de idade até cerca de onze anos, viveu com sua família em Sergipe, onde o pai era professor e político. Passou um ano em Lisboa e um ano no Rio de Janeiro para, em seguida, fixar-se em Itaparica, onde viveu aproximadamente sete anos.

Entre 1990 e 1991, morou em Berlim, a convite do Instituto Alemão de Intercâmbio (DAAD – Deutscher Akademischer Austauschdienst). Na volta, passou a morar no Rio de Janeiro. É Casado com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, tendo o casal dois filhos. Do casamento anterior com Mônica Maria Roters, João Ubaldo teve duas filhas.

Bacharel em Direito (1959-62) pela Universidade Federal da Bahia, jamais chegou a advogar. Pós-graduado em Administração Pública pela mesma Universidade e Mestre (Master of Science) em Administração Pública e Ciência Política pela Universidade da Califórnia do Sul.

Entre outras atividades, foi professor da Escola de Administração e da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia e professor da Escola de Administração da Universidade Católica de Salvador. Como jornalista, foi repórter, redator, chefe de reportagem e colunista do Jornal da Bahia; colunista, editorialista e editor-chefe da Tribuna da Bahia. É colunista do jornalFrankfurter Rundschau, na Alemanha; colaborador de diversos jornais e revistas no país e no exterior, entre os quais, além dos citados, Diet Zeit (Alemanha), The Times Literary Supplement (Inglaterra), O Jornal (Portugal), Jornal de Letras (Portugal), Folha de S. PauloO Globo, O Estado de S. Paulo, A Tarde e muitos outros.

A formação literária de João Ubaldo Ribeiro iniciou ainda nos primeiros anos de estudante. Foi um dos jovens escritores brasileiros que participaram do International Writing Program da Universidade de Iowa. Trabalhando na imprensa, pôde também escrever seus livros de ficção e construir uma carreira que o consagrou como romancista, cronista, jornalista e tradutor.

joao_ubaldo_ribeiro1-207x300Seus primeiros trabalhos literários foram publicados em diversas coletâneas (Reunião, Panorama do Conto Baiano). Aos 21 anos de idade, escreveu seu primeiro livro, Setembro não Tem Sentido, que ele desejava batizar como A Semana da Pátria, contra a opinião do editor. O segundo foiSargento Getúlio, de 1971. Em 1974, publicou Vencecavalo e o Outro Povo, que por sua vontade se chamaria A Guerra dos Paranaguás.

Consagrado como um marco do moderno romance brasileiro, Sargento Getúlio filiou o seu autor, segundo a crítica, a uma vertente literária que sintetiza o melhor de Graciliano Ramos e o melhor de Guimarães Rosa. A história é temperada com a cultura e os costumes do Nordeste brasileiro e, em particular, dos sergipanos. Esse regionalismo extremamente rico e fiel dificultou a versão do romance para o inglês, obrigando o próprio autor a fazer esse trabalho. A seu respeito pronunciaram-se, nos Estados Unidos e na França, as colunas literárias de todos os grandes jornais e revistas.

Em 1999, foi um dos escritores escolhidos em todo o mundo para dar depoimento, ao jornal francês Libération, sobre o Terceiro Milênio. Viva o Povo Brasileiro foi o tema do exame de Agrégation, concurso para detentores de diploma de graduação na universidade francesa. Este romance e Sargento Getúlio constaram da maior parte das listas dos cem melhores romances brasileiros do século.

Prêmios e distinções
– Prêmio Golfinho de Ouro, do Estado do Rio de Janeiro, conferido, em 1971, pelo romanceSargento Getúlio;
– Dois prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1972 e 1984, respectivamente para o Melhor Autor e Melhor Romance do Ano, pelo romances Sargento Getúlio e Viva o povobrasileiro;
_ Prêmio Altamente Recomendável – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil,1983, paraVida e Paixão de Pandonar, o Cruel ;
– Prêmio Anna Seghers, em 1996 (Mogúncia, Alemanha);
– Prêmio Die Blaue Brillenschlange (Zurique, Suíça);
– Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha (1996).
_ Prêmio Lifetime Achievement Award, em 2006;
_ Prêmio Camões, em 2008.

(fonte e direitos: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=702&sid=319)

Alguns sucessos de João Ubaldo:

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Através de suas reminescências o leitor fica sabendo que ele era de origem pobre, que trabalhara como engraxate e feirante, que havia assassinado a mulher que o traía, que buscara a proteção do político Acrísio Nunes e que, por sua lealdade ao chefe, tinha sido contemplado com as divisas de sargento.

Para levar o preso até o seu destino, Getúlio enfrenta, com violência e crueldade, não apenas a resistência deste, mas também a dos seus correligionários, a da polícia e, ao final, a dos jagunços subordinados ao mesmo chefe político que ele, uma vez que a ordem original é revogada após algum tempo. Uma vez que a revogação não foi ouvida da boca do próprio chefe, mas através de um mensageiro, Getúlio acredita que deve ignorá-la. Assim, encaminha-se para a ruína, arrastado ao mesmo tempo pela incompreensão do funcionamento da política local quanto pelas suas qualidades inegáveis de coragem e dedicação. O romance termina abruptamente, com a morte do personagem-título em confronto com os correligionários de Acrísio Nunes.

Ao realçar as virtudes do grosseiro e violento jagunço, o autor eleva-o moralmente acima dos chefes políticos locais, que passam a ser, assim, o verdadeiro alvo da crítica social presente no livro. Ao mesmo tempo, faz com que o drama vivido por Getúlio se torne universal: aqui, um homem aferra-se a um código de honra semi-feudal, que não é válido no mundo corrupto onde vive, e desgraça-se por isso.

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Ao receber, segundo afirma, um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, gravadas por uma misteriosa mulher, o escritor João Ubaldo Ribeiro não podia imaginar o que o esperava.
E o inocente leitor, que sequer pode suspeitar o que o aguarda em cada uma das páginas deste livro. Nelas se conta uma vida. E a suposta autora teria enviado seu testemunho para que fosse utilizado para o volume sobre a luxúria da Coleção Plenos Pecados.
O escritor aceitou o oferecimento e o resultado final está agora diante de você. Que deve preparar-se para um relato pouco comum, às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Na verdade, dificilmente a ficção poderia alcançar os limites do que a devassa senhora viveu e narra em detalhes riquíssimos.
Se o leitor tem alguma dúvida, ela logo se dissipará, neste fascinante mergulho na vida espantosa de uma mulher sem dúvida excepcional, cuja narrativa alcança as dimensões de um retrato sociológico de toda uma cultura e uma geração, envolvendo um dos pecados mais indomáveis, e capitais. A luxúria.

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O albatroz azul é a história de um homem muito velho que, apesar de detentor da sabedoria trazida por todos os seus anos de existência, ainda busca apreender algum sentido na vida, ainda se defronta com os mesmos enigmas silenciosos cuja decifração sempre nos escapou. Tertuliano, o protagonista, sabe que sua morte está próxima e a encara com a mesma serenidade com que vê qualquer outro acontecimento natural. Chega mesmo a ansiar por ela, como um momento de justiça, recompensa pelos males sofridos e, de certa forma, renascimento. O que lhe acontece é revelado no final, mas talvez nem mesmo essa revelação dissipe os mistérios e talvez seja isto que o final queira dizer: nem a vida nem a morte têm explicação ou, se têm, jamais estará a nosso alcance conhecê-la.

 

Alguns contos:
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Sobre o autor

Priscila Ribeiro
Priscila Ribeiro

Ou Pri! É formada em Geografia, vegetariana, ama animais, tem alguns gatos e um cachorro. Nasceu no Rio de Janeiro, mas não se considera de um só lugar, seria meio egoísta, já que o mundo é tão grande... É cristã, ama viajar, ler e adora as viagens que um bom livro permite. É cinéfila, ama brigadeiro e fazer brownies.

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