Storytelling – Histórias que deixam marcas

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As mãos começam tremer, pernas ficam bambas, um suor frio e uma gagueira sem precedentes. Essa descrição poderia ser de uma cena mega complexa, mas geralmente é como as pessoas ficam quando se deparam com a pergunta: quem é você? O livro “Storytelling” não traz um guia prático para te ajudar nesse problema, mas é um mergulho sobre o que afinal é contar uma boa história. E com essa perspectiva eu te pergunto: qual a sua história? 

De forma poética o autor define storytelling como “tecnarte de empilhar tijolos narrativos, construindo monumentos imaginários repletos de significado“.  O termo Storytelling não me era estranho quando eu resolvi ler esse livro por ser um termo muito utilizado nas aulas de marketing, mas nunca houve um aprofundamento da minha parte. No entanto é algo que vem ganhando destaque nos últimos tempos por ser uma ferramenta importante para empresas, porque segundo o livro as empresas estão entendendo que, mais do que vender, é necessário criar significado.

“Significado é a pérola minúscula dentro de uma concha gigante”

O livro deixa bem claro que a construção da história envolve ficção, mas tem que ser uma ficção ancorada na verdade, se isso não for levado em conta, toda credibilidade é levada embora. Um exemplo é uma reportagem do portal Exame.com, onde duas empresas (Diletto e Suco Do Bem) estão sendo investigadas por usar uma narrativa ficcional. Segue um trecho da reportagem.

A Diletto diz, por exemplo, que os picolés da marca nasceram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca. Dizem que ele fabricava sorvetes na Itália e veio para o Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial. A Do Bem também está sendo investigada por suas histórias. A empresa diz que as laranjas são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda do senhor Francesco, do interior de São Paulo. Muitos consumidores se identificam com o lado “orgânico” e “familiar” da marca. “Eco-friendly”. Exame mostra, contudo, que gigantes como Brasil Citrus fornecem as laranjas para a Do Bem – e também para várias outras empresas do ramo. Os consumidores, nesse caso, reclamam que a propaganda é enganosa, porque parece que pequenos agricultores estão sendo diretamente beneficiados pela Do Bem. (Fonte e reportagem completa).

Isso parece um assunto chato para quem não é do meio, mas se pensar bem todos nós somos storytellers (palavras do livro e eu concordo), então é um aprendizado que se torna importante, mesmo para pessoas que não usam escrita como meio de ganhar vida. E falando nisso, esse é outro diferencial do livro, ele não fala apenas sobre cases (e todos os cases mencionados são ótimos), ele ensina como montar uma história, sobre os arquétipos e várias informações técnicas que são muito úteis para quem quer compor uma marca ou um personagem… e o melhor: isso tudo em uma linguagem simples.

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A imagem acima é de uma parte do livro onde o autor relaciona os fatos reais com narrativas ficcionais que, de tão entrelaçadas, envolvem o espectador como se de fato aquilo tivesse acontecido ou fosse a realidade. Um exemplo é a novela Avenida Brasil, que mesmo retratando de forma surreal o ambiente do lixão, era um fato deixado de lado, tamanha a qualidade da narrativa.

Única coisa “ruim” do livro é seu inicio que soa um pouco chato, mas depois compreendi que é um chato necessário para uma melhor compreensão do conteúdo. Por isso, caso você sinta o mesmo, não desista do livro.

A Editora se preocupou em tornar experiência melhor e criou um hotsite especial para exibir conteúdos extras sobre o livro. O acesso pode ser realizado no endereço http://www.record.com.br/storytelling/ e lá tem vídeos, o primeiro capítulo e outras informações.

Por fim, gostaria de deixar minha recomendação, sem dúvida foi uma boa escolha, principalmente porque gosto de escrever histórias, os conhecimentos e dicas do livro vão me ajudar muito. Eu mesmo marquei um monte de quotes – que você poderá ver abaixo.

“a vida não vale nada, se você não tem uma história para contar.”

4 Answers

  1. Mônica Quintelas Mônica Quintelas
    06/07/2015 at 13:13

    Quero ler esse livro também! Só pelas quotes e sua resenha. Como empresária, concordo em gênero, número e grau que as empresas devem antes criar significado do que apenas vender. Hoje em dia, cativar o cliente, seja um aluno ou um leitor, se tornou prioridade. Ele é o maior vendedor de qualquer negócio.
    Beijos
    Nica

  2. Natalia Eiras
    04/07/2015 at 22:08

    Como publicitária e jornalista, essa foi uma leitura meio que obrigatória para mim, mas se mostrou muito interessante. Para os leigos ela apresenta o que é storytelling de forma bem simples e dá vários exemplos cotidianos com os QR Codes no final de cada capítulo. O público acaba se envolvendo na leitura, pois ele aborda marcas que lidamos todos os dias. Para quem é da área, é uma forma de se aprofundar no conhecimento e conhecer um pouco da história de algumas marcas. Eu adorei essa leitura e já até emprestei o livro para um amigo que cursa produção audiovisual. Ele também está gostando.

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