Uma Semana Para Se Perder

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O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem? A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve. Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação? Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite. Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma. Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.

Antes de começar a opinar sobre Uma Semana Para Se Perder preciso confessar uma coisa: Ao invés de iniciar a leitura da Série Spindle Cove pelo 1º livro – já resenhado no Drafts – dei início pelo 2º o que influenciou muito na perspectiva da história do 1º, pois preciso dizer logo de cara: Uma Semana Para Se Perder é incrível!

Uma Semana Para Se Perder é o 2º livro da Série Spindle Cove escrito por Tessa Dave que desta vez traz como personagens principais: Minerva – nossa heroína boa de mira do primeiro livro – e Colin – primo de Victor. Minerva é tudo o que uma sociedade depressa: Mulher das letras, desempenha uma profissão e solteira convicta. Apesar do desprezo que à levara até Spindle Cove isto não aconteceu com Colin que acabou adentro em sua aventura.

Minerva é uma geóloga. Apesar da sociedade da época negar voz e conhecimento científico as mulheres, Minerva fora capaz de produzir sua própria pesquisa geológica a partir de uma caverna submarina na região e isto fez com que a mesma tivesse por necessidade de ir para à Escócia apresentar seus conhecimentos em um importantíssimo Simpósio. Colin é conhecido por ser um libertino e o mesmo se encontra prometido uma das mulheres de Spindle Cove, apesar do comprometimento, Minerva enxerga no mesmo uma possibilidade de embarcar em sua aventura. Porém surgem questões como: Honra, medo, companheirismo, família e paixão.

Podemos dizer que o 2º livro trabalha na mesma composição do 1º. Apesar da autora não contextualizar novamente as atividades dos personagens com a temporalidade isto não foi importante, pois a autora acabara acertando na questão de controle de tensão sexual e acabou prendendo-se na composição da história romântica dos personagens, lidando com confiança, certas confusões que partem das ideias mirabolantes de Minerva para preparar à viagem e as mentiras de Colin.

Minerva e Colin deram tão certo pois apesarem dos mesmos serem opostos um do outro, não existe uma busca por mudança, mas os mesmos buscam se enxergar como verdadeiramente são. Colin com sua máscara de libertino, engraçado esconde certas mágoas que causam arranhões em sua farda. Minerva é uma mulher segura de si, porém, precisa lidar com medos que o seu gênero acaba representando.

Novamente o que me fez gostar da história fora a forma com que a autora apresentou sua protagonista. Sim, a história de Spindle Cove tem por perspectiva importante as mulheres! E Minerva é uma mulher incrivelmente feminista para sua época. Sim, sei que estou sendo anacrônica, porém, não existe outro modo para que possa classificar suas observações sobre homens e mulheres e seus comportamentos esperados pela sociedade. Vê-la questionando tudo isto e sobre o quanto uma mulher é legitimada na sociedade a partir de um elo matrimonial com um homem – o casamento – é esplêndido para mim.

Então você não encontrou defeitos? Sim, encontrei! Existe uma melhora triunfante com relação ao primeiro livro. A construção de diálogos desta vez é fluidos e não forçados, porém, o que problematizo mais são as piadas e os momentos de risadas. NÃO CONSIGO COMPREENDER ESSE HUMOR. Para mim eram apenas cenas e nada engraçadas. Apesar de Colin representar um homem engraçado, não leio suas ações desta forma. Pessoalmente? Iria revirar os olhos! (Sinto muito Colin), porém, apesar deste detalhe: Uma Semana para se perder é magnífico!

Publicado em: 01/ago/2016.
Livro enviado como cortesia.
Título original: A Week to Be Wicked
Páginas: 288
ISBN: 8582353081
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Em: LivrosResenhas

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Sobre o autor

Debora Queiroz
Debora Queiroz

Cristã-protestante, futura historiadora e saxofonista.

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